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Jornal

Simone Ivo de Sousa: "Luz para a humanidade"

A importante obra filosófica traz o entendimento de onde viemos, para onde vamos e qual o nosso papel no planeta

10/06/2017 01:30:00
Em 18 de abril de 1857 foi lançada a obra que marcaria o início do espiritismo, “O Livro dos Espíritos”, obra codificada pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou Allan Kardec - pseudônimo utilizado para assinar as demais obras que viriam a lume. Allan Kardec foi discípulo do reformador educacional Johann Heinrich Pestalozzi, cujo método educativo era o heurístico, que tinha como objetivo principal formar pessoas que se preocupassem com a precisão do sentido das palavras.

Trata-se de um trabalho filosófico minucioso construído no formato de perguntas e respostas, desenvolvido ao longo de 20 meses, fruto dos estudos de Kardec sobre o fenômeno das mesas girantes. Esse trabalho foi desenvolvido com a colaboração de jovens médiuns. Por meio destas, no exercício mediúnico, eram obtidas as respostas aos questionamentos formulados por Kardec. São princípios expostos de forma lógica, por meio de diálogos com os espíritos, tendo algumas questões comentários explicativos de Kardec.


A primeira edição teve 501 perguntas e respostas. Seu lançamento provocou polêmicas e protestos de cientistas céticos e de clérigos, todas estas contestadas à época a partir da argumentação lógica de Kardec. A segunda edição de “O Livro dos Espíritos” foi publicada em definitivo com 1.019 perguntas e respostas, que abordam assuntos que inquietam a humanidade desde sempre, partindo sobre que é Deus até a destinação do ser humano no mundo dos espíritos. Mas o mais importante que consta no livro é a filosofia espírita que nos traz a compreensão do fenômeno mediúnico, até desenvolvimento da nossa espiritualidade.


A importante obra filosófica traz o entendimento de onde viemos, para onde vamos e qual o nosso papel no planeta em que habitamos e propõe uma educação do espírito para o aqui e para o além, para o agora e para o infinito, configurando-se com um projeto permanente de evolução da humanidade. Nele vemos problemas transcendentais, como o da existência de Deus, ou problemas humanos, como o da vida social, todos ali elucidados à luz do bom senso, da razão esclarecida,


No ano em que celebramos os seus 160 anos de lançamento, relembramos sua grande importância para a Humanidade, para o desenvolvimento das sociedades e para o crescimento intelectual do indivíduo, pois esclarece os homens abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.


Simone Ivo de Sousa

simone.ivo@gmail.com

Filósofa; gestora empresarial; especialista em Gestão Estratégica de Pessoas

 

Adriano Nogueira

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