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Janio Alcantara: "Obra fundamental contra o materialismo"

Uma das necessidades da reencarnação que Deus prevê para a alma é fazê-la cumprir sua trajetória evolutiva, a fim de se purificar

10/06/2017 01:30:00
O espiritismo nasceu na noite de 18/4/1857, em Paris, com o lançamento da primeira edição de “O Livro dos Espíritos”, que expôs os princípios da Doutrina Espírita, processados por Allan Kardec, na forma de perguntas e respostas, segundo o ensinamento dado pelos Espíritos Superiores, com o auxílio de diversos médiuns. A obra foi fundamental para aplacar o crescente materialismo do século XIX, em cuja visão a alma, o espírito, a mente ou a consciência seria um produto apenas de processos materiais e que, na morte do corpo, a mente do indivíduo de fato desapareceria.

A beleza e a atualidade desse livro se mostram no momento em que, com todo avanço científico e tecnológico, constata-se que nada de significativo foi mudado nesses 160 anos.


Ao afirmarem que a alma humana é a protagonista da vida, os espíritos revelam ao homem que, mesmo com a morte do corpo físico, a vida continua a pulsar, em dimensões sutis, invisíveis aos olhos humanos. Assim, começava uma era em que passou a ser natural que os espíritos pudessem ser percebidos, vistos, ouvidos e até mesmo se comunicar com os seres humanos, por meio da sensibilidade do homem médium.


O homem ocidental, de forma aberta, teve acesso ao princípio da reencarnação do ser imperecível. Uma das necessidades da reencarnação que Deus prevê para a alma é fazê-la cumprir sua trajetória evolutiva, a fim de se purificar de cada defeito, imperfeição e de tudo o mais que a torna separada de si mesma e do outro.


Na questão 796, os espíritos afirmam que a severidade das leis penais mais se destinam a punir o mal depois de feito do que a lhe secar a fonte e revelam categoricamente que “Só a educação poderá reformar os homens, que, então, não precisarão mais de leis tão rigorosas”. Parece que foi escrito no Brasil, para os dias de hoje.


O espiritismo defende também que a desigualdade das condições sociais é obra do homem, e não de Deus, e que essa discrepância desaparecerá quando o egoísmo e o orgulho humanos deixarem de predominar.


Afirmam os espíritos que, diante de Deus, homens e mulheres possuem os mesmos direitos e que ambos têm o dever de se ajudarem mutuamente a suportar as provas de uma vida repleta de desafios.


O autoconhecimento também é orientado pela Doutrina Espírita na questão 919, quando os espíritos indicam que o “Conhece-te a ti mesmo” é o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir ao arrastamento do mal. Ser espírita é estudar as próprias imperfeições, a fim de se desembaraçar delas.

Paz e bem!


Janio Alcantara

janioalcantara@uol.com.br

Cofundador do Grupo Espírita Paz e Bem

 

Adriano Nogueira

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