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Jornal

Daniela Chiesa: "A asma e a rotina"

21/06/2017 01:30:00
Estima-se que no Brasil existam aproximadamente 20 milhões de asmáticos. A asma é uma causa importante de faltas escolares e ao trabalho. Ocorrem, em média 350 mil internações por ano (terceira ou quarta causa de internação pelo SUS, dependendo da idade).

Com a disseminação de informação sobre a doença e o tratamento adequado, observou-se queda de 49% das internações por asma no Brasil em uma década. As mortes pela doença também diminuíram segundo os dados do DataSUS.


Hoje, 21 de junho, foi determinado pelo Ministério da Saúde como o Dia Nacional de Controle da Asma. Doença crônica muito comum, que afeta crianças e adultos e acarreta inflamação nas vias aéreas (canais que levam o ar para os pulmões).


A causa ainda não é bem conhecida. Acredita-se que o ambiente, associado a fatores genéticos (alguém com asma ou alergia respiratória na família), leva ao aparecimento da doença.


A maioria dos casos começa na infância, e os sintomas podem regredir ou cessar na adolescência, permanecendo assim ou retornando quando adulto. Asma não tem cura, mas o controle completo pode ser obtido com o tratamento adequado.


Quem tem asma apresenta piado ou chiado no peito, tosse, cansaço, dificuldade ao respirar (falta de ar) ou sensação de peso no peito. As queixas podem ser piores à noite ou quando se faz exercício físico.


A intensidade das manifestações pode variar com o tempo e com a exposição aos chamados gatilhos (ácaros presentes na poeira doméstica, umidade que favorece o surgimento de mofo, pelos de animais, pólen, fezes de barata, infecções virais, ar frio, fumaça do cigarro e a poluição). O diagnóstico é feito pelo médico, baseado nas queixas. O exame radiológico do pulmão não é necessário para o diagnóstico da doença.


O tratamento é realizado com remédios e controle dos gatilhos no ambiente de casa e do trabalho. São utilizados dois tipos de medicação: uma para alívio dos sintomas ou medicação de resgate e uma para redução da inflamação dos brônquios (ou medicação de manutenção).


A via inalatória é a preferida – por meio das “bombinhas” ou dispositivos de inalação. Elas estão cada vez mais modernas, não viciam ou fazem mal ao coração, mitos comumente associados a este tipo de medicação. Aliás, o que faz mal para o coração é a asma não controlada ou o tratamento inadequado, que causa falta de oxigênio ao órgão. 

 

Daniela Chiesa

danielachiesa@isgh.org.br

Pneumologista; coordenadora da Clínica Médica do Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara

Adriano Nogueira

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