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Jornal

Ihvna Chacon: Chikungunya, políticas públicas e participação popular

15/05/2017 01:30:00

Ihvna Chacon


ihvnachacon@gmail.com

Doutora em administração e uma das organizadoras do livro “Gestão e políticas públicas no Brasil contemporâneo”


Vivemos atualmente uma epidemia de chikungunya, principalmente por causa da ausência de políticas públicas de saúde e meio ambiente. A responsabilidade é tanto do Estado, que existe para cuidar do bem-estar da população, como da própria sociedade, que deve fazer sua parte e cobrar do governo. Houve pressão nas redes sociais, demostrando que também são uma forma de participação popular e controle social.


Nascemos, vivemos e morremos dependendo de organizações. Se ela vai bem ou mal, passa pelas mãos de um gestor, e na área pública não é diferente.


Quando falamos de política, a maioria se esquiva. E o que é política senão o nosso dia a dia? Não fazemos política só quando votamos, mas no nosso cotidiano. A sociedade deveria estar mais próxima dos temas ligados à gestão e às políticas públicas, participando mais dos debates e, assim, das tomadas de decisões.


Na formulação das políticas públicas são definidas metas, objetivos, recursos para depois serem implementadas, acompanhadas e avaliadas pelos gestores. A definição da agenda política, em que as prioridades são colocadas, influenciará qual política pública implementar e desenhará as características políticas desse gestor que toma as decisões, definindo assim quais grupos da sociedade serão beneficiados. É importante lembrar que os recursos são públicos e devem beneficiar a todos.


O Estado permanece e a administração pública muda a cada quatro anos. Fortalecer as políticas públicas faz com que elas permaneçam e não mudem a cada eleição de um novo gestor público. Em uma gestão mais democrática, a proximidade da administração e da sociedade faz com que a opinião dos cidadãos seja ouvida e respeitada.


Ouvir a população é aproximá-la do governo; colocar suas prioridades nas agendas políticas é um meio de construir uma gestão efetiva e, assim, uma qualidade de vida melhor para todos.

Adriano Nogueira

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