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Camilo Santana, a velha política e seu séquito

16/06/2019 01:46:56
Luiza Helena Amorim
Jornalista e escritora
Luiza Helena Amorim Jornalista e escritora (Foto: Luiza Helena Amorim)

Romeu Zema, do partido Novo, eleito em Minas Gerais, o 2º maior colégio eleitoral do País, em seu primeiro discurso após eleito disse que vai diminuir para nove o número de secretarias, fechar o palácio onde mora o governador e transformá-lo no Museu das Mordomias, demonstrando como o dinheiro dos pagadores de impostos é mal gasto.

Além disso, disse que vai cortar gastos e contratar os novos secretários por meio de processo seletivo, buscando nomes preparados para exercerem a função, sem conchavos políticos e sem ter que agradar aliados. O objetivo é tornar Minas uma referência para todo País. Torço para que ele consiga executar essa difícil tarefa. Bolsonaro também tem buscado nomes com formação técnica para os ministérios que vem formando. E aqui no Ceará?

Camilo Santana, governador reeleito, com a maior coalizão de partidos da história do Ceará, foram 24 partidos, alguns inimigos declarados como Domingos Filho e Domingos Neto, ambos do PSD, que voltaram à base do governo depois da extinção do Tribunal de Contas do Município; outros por cooptação, como Genecias Noronha, do Solidariedade; e até mesmo o candidato ao senado derrotado, Eunício Oliveira, do MDB, que não teve seu partido na coalizão, mas apoiou o governador fazendo dobradinha com Cid Gomes para o senado. Lembro que José Pimentel, do PT, não foi candidato à reeleição para que isso ocorresse.

O PV, do deputado federal Célio Studart, participou da coligação majoritária e na proporcional, nesta última, os 24 partidos se dividiram em três coligações para que os deputados tivessem mais chance de eleição. O deputado, que se diz nova política, participou da coligação do PT, em que ajudou a eleger Luizianne, José Guimarães e José Airton Cirilo.

Essa coalização tem seu preço: cargos! E Camilo Santana já começou a pagar, como demonstra a foto da primeira reunião de secretários do Estado mostrando todo o séquito do governador. Nem nos piores momentos da ex-presidente Dilma, também do PT, que chegou a ter 39 ministérios, se viu uma mesa tão grande. Isso precisa mudar, o Brasil só terá 15 ministérios no próximo governo, por qual razão o Ceará precisa de tanta gente paga com o dinheiro dos pagadores de impostos? Lembro a todos que a coligação proporcional já não existirá mais nas eleições de 2020 e isso vai mudar tudo e a velha política do Ceará passará a caminhar para o início do fim.

Por fim, cearenses, saibam que cada um daqueles senhores que está na foto é pago com o seu dinheiro! A União/Estado/Prefeitura não geram riqueza riqueza, só tiram! A liberdade vem com tudo! n

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Rodrigo Saraiva Marinho

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