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Juan Guaidó pede ajuda humanitária ao Brasil, diz Mourão

| VENEZUELA | O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou ontem que o Brasil estuda formas de atender ao pedido de Guaidó e citou a generosidade do povo brasileiro

01/02/2019 03:38:58
GUAIDÓ pediu ontem que militares permitam a entrada de ajuda humanitária na Venezuela
GUAIDÓ pediu ontem que militares permitam a entrada de ajuda humanitária na Venezuela

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse ontem que o Brasil estuda formas de atender ao pedido de ajuda humanitária do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país no último dia 23.

Segundo Mourão, o Governo Federal reúne as demandas, encaminhadas pelo venezuelano, para que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) defina as ações.

"A gente pode fornecer médicos, medicamentos e alimentos, até por meio de doações. Em Brumadinho pediram para suspender a quantidade de donativos que estão chegando por causa da generosidade de nosso povo", disse o vice-presidente.

Mourão organiza os pedidos até que Bolsonaro se recupere da cirurgia para a reconstrução do trânsito intestinal, feita há dois dias, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. "O presidente que vai decidir depois", ressaltou.

Milhares de opositores venezuelanos, liderados por Guaidó, foram às ruas ontem para pedir aos militares que permitam a entrada de ajuda humanitária no país e para não reconhecer o presidente Nicolás Maduro que, por sua vez, pediu que se mantenham unidos e leais.

"Não atirem contra um povo que também pede por sua família. É uma ordem, soldado da pátria. (...) Basta!", disse Guaidó, em uma manifestação na universidade central, em Caracas.

Guaidó comentou ter recebido o "pleno apoio" em um telefonema do presidente americano, Donald Trump.

Pela manhã, Maduro comandou manobras militares no Forte Tiuna, maior complexo militar em Caracas, onde denunciou que "mercenários desertores" buscam dividir a Força Armada a partir da Colômbia.

Guaidó insiste em oferecer anistia aos militares que colaborem com uma transição, buscando romper o apoio de Maduro.

Maduro contra-atacou no campo judiciário. O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), de orientação governista, proibiu Guaidó de deixar o país e congelou suas contas, a pedido do procurador-geral, o chavista Tarek William Saab.

"Isto não me tira o sono. Não queremos deixar o país, queremos que o povo volte", disse o líder parlamentar a respeito destas medidas. (Com agências)

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