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Juiz britânico autoriza revista na Cambridge Analytica

Será investigado se a empresa utilizou ilegalmente dados de milhões de usuários da rede social para buscar potenciais eleitores

01:30 | 24/03/2018
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A Justiça britânica autorizou ontem o regulador a cargo da proteção de dados privados a realizar revista nos escritórios da empresa Cambridge Analytica, acusada de ter adquirido dados de milhões de usuários do Facebook sem consentimento.

 

A Information Commissionner’s Office (ICO) tinha reivindicado uma ordem de revista, outorgada ontem por um juiz da Alta Corte de Londres, para “analisar os servidores” da Cambridge Analytica e “efetuar uma verificação de dados”. Uma explicação pormenorizada da decisão será publicada na próxima terça-feira, 27, informou a alta corte.

 

A ICO investiga se a Cambridge Analytica, contratada durante a campanha de Donald Trump para obter a candidatura presidencial republicana, utilizou ilegalmente dados de milhões de usuários do Facebook para buscar potenciais eleitores.

 

O presidente da Cambridge Analytica, Alexander Nix, foi suspenso de suas funções e o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, se viu obrigado a pedir desculpas, na última quarta-feira, 21. “Tratou-se de um abuso de confiança muito importante e estou penalizado”, declarou à emissora CNN, acrescentando que estaria disposto a prestar depoimento ante o Congresso americano.

 

Apesar do pedido de desculpas feito por seu fundador, a rede social está sob pressão. Desde o início do escândalo, lideranças europeias têm proposto regulação externa das redes sociais. Há preocupação de que dados tenham sido usados para influenciar o referendo sobre o Brexit. O caso também gerou movimento que propõe aos usuários abandonarem o Facebook

 

A Cambridge Analytica nega as acusações e afirmou ter encomendado uma auditoria para verificar que a empresa não mantém em seu poder nenhum dado de forma ilegal.

Com AFP

 

Polêmica

A Cambridge Analytica teria usado dados de 50 milhões de usuários da popular rede social, sem autorização, para fins eleitorais. Informações foram utilizadas na campanha presidencial de Donald Trump em 2016.

 

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