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Escândalo revela fragilidade do Facebook

01:30 | 24/03/2018


Confrontado com a maior crise da história do Facebook, o seu fundador, Mark Zuckerberg, após dias de silêncio, faz uso do mea-culpa e de promessas que parecem não atenuar as críticas contra ele. O Facebook, que conta com 2 bilhões de usuários, tinha capitalização de mercado de 500 bilhões de dólares na semana passada, mas cerca de 50 bilhões a menos na noite de quinta-feira, 22.

 

O pedido de desculpas não é o primeiro. O jovem multimilionário já admitiu outros erros nos últimos meses em meio a polêmicas que movimentaram o grupo, acusado de divulgar informação e notícias falsas, de ameaçar a democracia etc.

 

Mas, mesmo com a sucessão de polêmicas, promessas e desculpas, “ele parece alguém que não sabe para onde vai”, afirma Bob Enderle, analista do setor.

 

“Eu comecei o Facebook, sou responsável pelo acontece na plataforma”, disse Zuckerberg na quarta-feira, colocando-se ainda mais na mira dos analistas, especialistas e políticos. Zuckerberg, apesar de uma fortuna avaliada em 70 bilhões de dólares, “não soube atacar o problema”, publicou a revista Wired.
“Sua falta de experiência se revela novamente”, disse Enderle, quem afirmou que Zuckerberg deveria ter buscado ajuda para solucionar a crise.

 

Para muitos, o Facebook de alguma forma escapou do controle de seu criador, que muito jovem lançou o que até então não se passava de um conjunto de fotos da universidade e que logo se converteu na fórmula mágica que o deixaria rico: os dados pessoais dos usuários. Esse modelo econômico, de uma eficácia assustadora, atrai anunciantes publicitários em massa, ávidos por detectar as características dos membros da rede.

 

Mas o modelo é frágil: baseia-se na confiança, agora duvidosa. A empresa perdeu muitos pontos na Bolsa nos últimos dias, evidenciando a inquietação dos investidores.

Com AFP

 

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