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Jornal

Namorada do atirador afirma desconhecer planos de ataque em Las Vegas

05/10/2017 00:00:00
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A namorada do responsável pelo massacre de Las Vegas, que deixou 58 mortos, disse ontem que desconhecia os planos de seu companheiro de atirar contra uma multidão.


“Conheci um Stephen Paddock bondoso, carinhoso e tranquilo”, disse Marilou Danley em um comunicado lido por seu advogado, Matthew Lombard. “Eu o amei e apostei em um futuro tranquilo juntos”. “Nunca me disse nada ou fez qualquer ação que me alertasse que algo terrível como isso pudesse acontecer”, continuou o texto. Danley, de 62 anos, explicou que há duas semanas Paddock lhe disse ter encontrado uma passagem de avião barata para que fosse visitar sua família nas Filipinas.


“Como todos os filipinos no exterior, estava emocionado em ir para casa e ver parentes e amigos” e “enquanto estava lá me enviou dinheiro, que disse que era para comprar uma casa para mim e para minha família”, indicou em referência à transferência de 100 mil dólares que ele lhe enviou.


Em um momento pensou que Paddock quisesse terminar a relação. “Nunca me ocorreu de nenhuma maneira que estivesse planejando algo violento contra ninguém”, disse.


A mulher, que tem nacionalidade australiana e mora nos Estados Unidos desde os 22 anos, assegurou que ficou devastada ao saber da notícia do massacre, o pior com arma de fogo na história recente do país, e enviou suas condolências aos familiares das vítimas.


“Sou mãe e avó, e meu coração sofre por todos aqueles que perderam um ente querido”, expressou a mulher, que assegurou que voltou voluntariamente aos Estados Unidos e colaborará com o FBI na investigação..

“Valentia”

O presidente Donald Trump cumprimentou a cidade de Las Vegas por sua “valentia” diante do pior ataque com arma de fogo da história recente dos Estados Unidos, enquanto o FBI buscava pistas sobre o caso interrogando a namorada do atirador.

 

Três dias depois de Stephen Paddock, um americano de 64 anos, matar 58 pessoas e ferir mais de 500 em pleno centro de Las Vegas, Trump e sua mulher, Melania, visitaram um hospital e um centro de comando da polícia para conversar com vítimas e socorristas.


“Vimos aqui uma valentia tremenda, a polícia, incrível, as pessoas, incríveis. Em nome do nosso país, do nosso grande país, quero agradecer a todos. Vocês são uma inspiração”, declarou Trump, recordando que pessoas feridas ajudaram outras em meio à fatídica noite de domingo. “Os EUA estão de luto”, disse o presidente, que convidou sobreviventes a visitá-lo na Casa Branca. “É difícil encontrar palavras para explicar aos nossos filhos como pode haver tanta maldade”.


Questionado sobre a facilidade de se obter fuzis e outros armamentos de grande poder de fogo nos EUA, o presidente evitou a questão: “não vamos falar de armas hoje”.

AE

Adriano Nogueira

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