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Furacão Irma provoca mortes e destruição em ilhas do Caribe

Pelo menos "seis mortes%u201D foram registradas na parte francesa da ilha de Saint Martin, após a passagem do furacão. Houve ainda uma morte em Saint Barth e outra em Barbuda

07/09/2017 01:30:00
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Oito mortes foram confirmadas pelas autoridades, até a noite de ontem, com a passagem do furacão Irma: ao menos seis em St. Martin, uma em St. Barth e uma em Barbuda. As mortes na parte francesa da ilha de Saint Martin fo confirmada por Eric Maire, prefeito do departamento francês de Guadalupe. “A gendarmeria conseguiu sair apenas no meio da manhã, antes disto a força do vento não permitiu, não conseguimos, os bombeiros também não, para vistoriar toda a ilha”, disse Maire, advertindo que o número de vítimas deve crescer.


“É cedo demais para dar um balanço preciso. Já posso dizer que esse balanço será duro e cruel, teremos que lamentar vítimas”, declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, após visitar a célula de crise montada no Ministério do Interior. Diante de “danos materiais consideráveis” nas ilhas de St Barth e St Martin, ele anunciou que colocará em prática “um plano de reconstrução (...) o mais cedo possível”.


O olho do furacão, de 50 quilômetros de diâmetro, permaneceu cerca de uma hora e meia na ilha francesa de Saint Barth e, posteriormente, atingiu a ilha franco-holandesa de Saint Martin. Nas redes sociais, as fotografias e os vídeos mostravam o alcance dos danos nas ilhas - onde houve cortes de energia e de comunicação -, com barcos destruídos em um porto, árvores caídas pelas rajadas de vento, telhados arrancados e carros submersos nas ruas.


O mar “invadiu com extrema violência” a margem, com “submersão importante das partes baixas do litoral”, segundo a agência meteorológica francesa Météo-France.


Roubos

Um jornalista da Radio Caraïbes International, presente em Saint Martin, informou a sua redação por telefone conectado a satélite que havia “carros virados, barcos que saíram do mar e estavam no meio das ruas, e telhados desmoronados”, e explicou que alguns jovens estavam “roubando o centro da cidade”.

 

Segundo a Météo-France, o furacão “se dirige agora para as Ilhas Virgens britânicas”, que seriam alcançadas na noite desta quarta. Em Saint Barth e Saint Martin foi decretado o nível de vigilância cinza, que já não impõe o confinamento da população, mas desaconselha deslocamentos. Escolas e edifícios administrativos foram fechados e a população costeira, parcialmente evacuada. Ainda assim, a ministra Annick Girardin destacou que cerca de 7 mil moradores de zonas de risco se negaram a “se refugiar”. Na parte holandesa de Saint Martin, os danos eram “enormes” embora “ainda não fosse possível ter uma ideia” da amplitude, segundo o ministro do Interior holandês, Ronald Plasterk.

 

Adriano Nogueira

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