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Jornal

Cearense testemunha desespero em La Rambla

18/08/2017 01:30:00

Do quarto do apartamento, o doutorando em filosofia Matheus Valente, de 26 anos, escutou os gritos da multidão sob sua janela, no terceiro andar da avenida mais movimentada de Barcelona. “Por um segundo pensei que era mais uma manifestação, sempre tem por aqui, mas rapidamente me dei conta de que era diferente”, contou.


As árvores não o deixaram ver detalhes da van ou do motorista que matou 13 pessoas na Catalunha ontem. Mas os rastros que ele deixou pelo caminho - vidraças quebradas, corpos e feridos - continuaram expostos para o cearense
por todo o dia.


“A van parou a 200 metros daqui. O que eu vi foi em torno de 10 pessoas caídas, ensaguentadas. Pude observar que duas já pareciam falecidas. Ainda se pode ver dois corpos cobertos na rua. Os médicos forenses estão trabalhando.

A rua está fechada, assim como os arredores num raio de mais ou menos 2,5 km”, narrou, passadas as 21 horas no horário espanhol, seis horas depois do atentado.


Os trens da região ficaram fechados durante o dia, o quarteirão onde mora Matheus também ficou impenetrável - ninguém podia entrar ou sair até que a área fosse considerada segura novamente. Os vizinhos dormiram fora do local, visitantes passaram horas esperando para sair de lojas e hotéis onde pediram abrigo. (Isabel Filgueiras)

Adriano Nogueira

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