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Líderes mundiais condenam teste militar da Coreia do Norte

Os norte-coreanos desafiaram as sanções e lançaram um míssil até o mar do Japão no sábado, 13. ONU vai realizar consultas a respeito do teste

15/05/2017 01:30:00
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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) vai realizar consultas urgentes a respeito do mais recente teste de míssil da Coreia do Norte, a pedido dos Estados Unidos, do Japão e da Coreia do Sul. O Uruguai detém a presidência do conselho ao longo de maio e a ONU informou que as consultas fechadas serão realizadas já amanhã, 16.


O míssil, lançado da estação de Kusong, no noroeste da Coreia do Norte, foi disparado às 5h30min locais (17h30min de Brasília de sábado, 13) e percorreu cerca de 700 quilômetros antes de cair no mar do Japão, segundo informações do Estado-Maior Conjunto de Seul. Foi o primeiro teste balístico do regime comunista desde a posse de um novo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in.


Os Estados Unidos pediram sanções mais fortes contra a Coreia do Norte. A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, disse que os EUA tem trabalhado bem com a China e levantou a possibilidade de novas sanções contra a Coreia do Norte, incluindo importações de petróleo. “Que esta última provocação sirva de chamado a todas as nações para implementar sanções muito mais fortes contra a Coreia do Norte”, disse a Casa Branca em comunicado oficial.


O míssil caiu “tão perto do solo russo (...) que o presidente não pode imaginar que a Rússia esteja feliz”, acrescentou a Casa Branca. No entanto, o Ministério da Defesa russo afirmou mais tarde que o míssil havia caído a 500 quilômetros de sua fronteira e que “não representa nenhum perigo” para o país, segundo um comunicado divulgado pelas agências de notícias russas.


Pouco antes, o complexo Kremlin afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, expressaram sua preocupação “pela escalada de tensões” durante uma reunião em Pequim. A China reagiu pedindo moderação e lembrou que “se opõe à violação por parte da Coreia do Norte das resoluções do Conselho de Segurança”, indicou o ministério das Relações Exteriores em um comunicado.


O míssil permaneceu no ar durante meia hora, antes de cair no mar do Japão, situado entre os dois países, informou o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, classificou o lançamento como “totalmente inaceitável” e de “grave ameaça” para Tóquio.


Por sua vez, a União Europeia afirmou que este lançamento norte-coreano representa uma “ameaça para a paz e a segurança internacionais”. Após o lançamento, o novo presidente sul-coreano, Moon Jae-In, investido no cargo esta semana, convocou uma reunião de emergência com seu gabinete de segurança.

“O presidente expressou seu profundo pesar depois da provocação insensata do Norte, lançada apenas dias depois do início de um novo governo no Sul”, disse um porta-voz presidencial. 

 

Saiba mais


Desde o ano passado, a Coreia do Norte realizou dois testes nucleares e dezenas de testes de mísseis balísticos, em sua tentativa de desenvolver armamento que possa alcançar o território dos Estados Unidos.


Em fevereiro, foi lançado um míssil que conseguiu percorrer 500 quilômetros.

Washington advertiu que todas as opções militares estão sobre a mesa, embora recentemente o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha suavizado seu discurso e dito que ficaria honrado em se reunir com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Adriano Nogueira

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