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Malásia emite ordem de prisão por assassinato em aeroporto

01:30 | 04/03/2017
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A Malásia emitiu ontem uma ordem de prisão contra um funcionário de uma companhia aérea norte-coreana no âmbito da investigação sobre o assassinato do meio-irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. A polícia também pediu ao segundo secretário da embaixada norte-coreana em Kuala Lumpur que colabore com a investigação sobre o ataque contra Kim Jong-nam, no dia 13 de fevereiro no aeroporto da capital malaia.


Na véspera, o único norte-coreano detido com base na investigação do assassinato de Jong-nam, foi libertado. O suspeito norte-coreano, que trabalha na área de tecnologia da informática, foi detido logo após o assassinato.


Mas os indícios contra Ri Jong-chol, de 47 anos, não justificavam uma denúncia, explicou o procurador-geral da Malásia, Mohamed Apandi Ali.


Na quarta-feira, uma indonésia e uma vietnamita suspeitas de ter inoculado em Kim Jong-nam o agente neurotóxico foram denunciadas por assassinato pela promotoria malaia. Siti Aisyah, indonésia de 25 anos, e Doan Thi Huong, vietnamita de 28 anos, foram acusadas por assassinato.


No âmbito da investigação, a polícia quer interrogar outros sete norte-coreanos, entre eles um diplomata da embaixada da Coreia do Norte em Kuala Lumpur, além do funcionário da companhia aérea. Quatro suspeitos deixaram o país no dia do assassinato.


Kim Jong-nam, caído em desgraça há vários anos, morreu envenenado por um gás neurotóxico que, segundo autoridades malaias, poderia ser o agente VX, versão mais letal do gás sarin.

ADRIANO NOGUEIRA

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