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Voto de minerva dá vitória a Trump no Senado na nomeação de secretária

Aprovação de Betsy DeVos para Educação precisou do voto do vice-presidente Mike Pence para ser aprovada após empate entre senadores

01:30 | 08/02/2017
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O Senado dos Estados Unidos confirmou ontem a multimilionária Betsy DeVos como nova secretária de Educação, depois de uma votação que foi desempatada pelo vice-presidente Mike Pence, permitindo o avanço da polêmica indicação. A votação na Câmara Alta do Congresso estava empatada em 50 votos a favor e 50 contra, pois dois senadores do Partido Republicano se negaram a apoiar DeVos.


O desempate foi possível graças à intervenção do vice-presidente, Mike Pence, cujo apoio garantiu a maioria dos votos. É a primeira vez na história que um vice-presidente vota para confirmar uma nomeação, uma ação pouco comum, que a Constituição permite em caso de empate. “O vice-presidente vota pela afirmativa e a nomeação está confirmada”, afirmou Pence, ao dirimir a questão.


O líder democrata, Chuck Schumer, foi contundente depois que a futura secretária se apresentou em 17 de janeiro em uma sessão do Senado, que estudava sua confirmação. “É a menos qualificada de um governo historicamente pouco qualificado”, afirmou.


DeVos, de 59 anos, é uma empresária bem sucedida e filantropa, que nos últimos dez anos tem defendido um sistema alternativo para desenvolver escolas privadas usando recursos públicos, embora não tenha estudado em escola pública, nem trabalhado no setor.


Em uma inédita maratona parlamentar, os senadores democratas se sucederam desde o meio-dia de segunda-feira para denunciar a “incompetência” da escolhida de Trump, tachando-a de “inimiga da educação pública”, na tentativa de fazer fracassar sua nomeação. “Não tem nenhuma experiência”, lamentou o congressista Chris Coons.

 

Gigantes contra

As principais empresas norte-americanas de tecnologia da informação, como Apple, Facebook, Google e Microsoft, apresentaram um documento ao Tribunal de Recursos em São Francisco, na Califórnia, no qual se opõem ao decreto de Trump. Assinado por 97 companhias, inclusive Netflix, Twitter e Uber, o documento pede que a medida anti-imigratória de Trujmp seja anulada, e enfatiza a importância da imigração na economia dos EUA.


“Os imigrantes são responsáveis por muitas das maiores descobertas da nação e criaram algumas das empresas mais inovadoras e icônicas do país”, diz o texto. Além disso, as companhias alertam para as consequências futuras da medida. “A instabilidade e a incerteza tornarão mais difícil e caro para as empresas norte-americanas contratar alguns dos melhores talentos mundiais, impedindo-as de competir no mercado global”, enfatiza o documento..

 

ADRIANO NOGUEIRA

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