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Trump dá primeira coletiva e diz que herdou o caos

Na avaliação do presidente norte-americano, o cenário é de desordem dentro do país e no exterior. Trump chamou de "falsas" as notícias que tentam envolver sua campanha com autoridades do governo da Rússia

01:30 | 17/02/2017
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O presidente americano, Donald Trump, disse ontem que os Estados Unidos enfrentam uma série de problemas domésticos e externos, antes de reforçar: “eu herdei um caos”. Em sua primeira coletiva sozinho desde que tomou posse, Trump disse que os Estados Unidos estão perdendo empregos para o México e outros países e que uma instabilidade maciça predomina no exterior.


“Para ser honesto, eu herdei um caos. É um caos. Em casa e no exterior. Um caos”, insistiu. “Baixo pagamento, baixos salários. Grande instabilidade no exterior, não importa para onde olhe. O Oriente Médio está um desastre. A Coreia do Norte. Vamos cuidar disso, gente. Vamos cuidar de tudo isso”, prosseguiu.


Trump deu estas declarações após apresentar seu indicado a ocupar o cargo de secretário do Trabalho, Alexander Acosta, um ex-procurador federal da Flórida, o primeiro hispânico a indicar para seu gabinete.


Acosta foi apontado depois que o primeiro indicado por Trump ao posto, Andrew Puzder, retirou-se, pressionado por registros de seus negócios e outras polêmicas em sua vida pessoal.


Caso Rússia

Donald Trump, afirmou que as notícias de contatos entre sua equipe de campanha e a Inteligência russa são “falsas”, assim como as supostas conversas de seu ex-conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn, com o embaixador russo em Washington.


“Eles não sabem nada disso. Não foram à Rússia. Nunca fizeram um telefonema para a Rússia. Nunca receberam um telefonema. São informações falsas”, disse Trump durante a coletiva.


Trump também defendeu Flynn, que pediu e teve aceita sua demissão esta semana, afirmando que o ex-funcionário não fez nada de errado ao manter conversas anteriores à posse com o embaixador russo, Sergei Kislyak.


“Está fazendo o seu trabalho. Apenas estava fazendo o seu trabalho”, insistiu.


“O único é que não informou bem nosso vice-presidente”, contou à imprensa.


Sobre seu ex-diretor da campanha Paul Manafort, que se demitiu 11 semanas antes das eleições de 8 de novembro, após revelações de que supostamente teria sido pago pelo governo ucraniano pró-russo de Viktor Ianukovitch, afirmou que “representava o governo ucraniano”, mas “todo mundo sabia”.


“Quanto a mim, não tenho nada na Rússia. Não tenho nenhum empréstimo na Rússia. Não tenho nenhum acordo na Rússia”, repetiu.

ADRIANO NOGUEIRA

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