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Israel aprova construção de novas casas de colonos

O anúncio da construção de 566 novas unidades de assentamento é considerado uma afronta à ONU, que considera as colônias ilegais

01:30 | 23/01/2017
O governo de Israel aprovou a construção de 566 novas unidades em assentamentos em Jerusalém Oriental e outras 105 em bairros árabes logo antes de uma conversa por telefone entre o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

A decisão do governo israelense ocorre um mês após uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) ter declarado ilegal a construção de assentamentos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia.


Nabil Abu Rudeineh, porta-voz do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, criticou a decisão e chamou-a de “óbvia afronta” à resolução da ONU. Na votação da resolução, os Estados Unidos, sob a administração de Barack Obama, se abstiveram do voto, o que desagradou Israel.


“Nós tivermos oitos anos difíceis com Obama, que pressionou pelo congelamento das construções”, disse o prefeito de Jerusalém Nir Barkat. “Eu espero que essa era tenha se concluído e daqui em diante nós continuaremos a construir e desenvolver Jerusalém para o bem de todos seus cidadãos, tanto judeus quanto árabes”, disse.


Ontem, o ministro de Inteligência e de Transporte, Yisrael Katz, afirmou que irá propor uma iniciativa para anexar o assentamento de Ma-ale Adumim, um dos maiores existentes, além de outros assentamentos ao redor de Jerusalém.


Esta decisão dividiria em duas a Cisjordânia e tornaria praticamente impossível a criação de um Estado palestino viável, com continuidade geográfica. Situada a leste de Jerusalém e criada em 1975, Ma-ale Adumim é a terceira colônia mais populosa da Cisjordânia.


Cerca de 430 mil colonos israelenses vivem atualmente na Cisjordânia ocupada e mais de 200 mil em Jerusalém Oriental, que os palestinos desejam que seja a capital do Estado ao qual aspiram.


Para a comunidade internacional, todas as colônias, implantações israelenses em terras ocupadas, são ilegais. (das agências)

ADRIANO NOGUEIRA

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