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Um novo diálogo

| TECNOLOGIA | O chatbot, mecanismo que usa bots (robôs) para substituir a conversa humana, pode ser uma maneira de conversar com o cliente, mas sem perder assinatura humanística da empresa

01:30 | 09/11/2018
 
MARLOS Távora, fundador da Chatbot Maker, aplicativo que ajuda no marketing das empresas FABIO LIMA
MARLOS Távora, fundador da Chatbot Maker, aplicativo que ajuda no marketing das empresas FABIO LIMA

Dialogar com o consumidor é um desafio. Embora não falte tecnologia para viabilizar a comunicação, encontrar o equilíbrio entre a plataforma necessária, a linguagem apropriada e uma integração de ferramentas e redes sociais requer experiência. O sistema de chatbot (bate-papo cujo robô simula uma conversa humana) tem sido uma alternativa para o mercado. O recurso permite uma interação ágil com o aspecto da interlocução pessoal por meio da inteligência artificial (IA).

 

Segundo o diretor de Operações da Chatbot Maker, Marlos Távora, o mecanismo une atendimento com estratégia de marketing atrativa. "Além da possibilidade de ter um serviço disponível 24 horas para falar pela empresa, é possível usar para relacionamento de vendas. O retorno das mensagens enviadas é de 90% de leitura do cliente". Ele usa metodologia para captar o perfil do consumidor e definir uma persona do bot (robô) com características como sexo, idade e variedade linguística.

 

Em um ano e meio de atuação, a startup cearense já tem nomes no portfólio como Mercadinhos São Luiz, Banco do Nordeste, Unimed e Grupo de Comunicação O POVO. São mais de 1 milhão de atendimentos e 50 projetos. Para o professor de marketing da Unifor, W. Gabriel, o dispositivo ajuda a reduzir custos.

 

"O robô agiliza aquele processo de reconhecimento de quem é o cliente e o que necessita. Aqueles cargos com alta rotatividade e com o nível educacional mais baixo podem ser substituídos", diz. Gabriel explica que suspender a função não significa a exclusão da mão de obra humana. "No segundo momento do atendimento, o serviço é repassado para um especialista naquele assunto".

 

Raphael Gonçalves, diretor-executivo da Casa Azul Ventures, aceleradora da startup Chatbot Maker, reitera que é preciso ponderar. "Não pode ser muito robotizada ou humanizada, porque não consegue escala. Ela é uma boa ferramenta dependendo da atividade, se for mais complexa, o lado humano precisa ser acionado", observa.

 

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Para saber sobre a metodologia: chatbotmaker.io/

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