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O andante

01:30 | 23/01/2018

Mateus Honori

mhonorim@gmail.com

E há de dizer-se
quando é tempo de
voltar pra casa
e se brotará na terra do futuro
uma relva ardente
anunciando as horas.
E há de perceber-se
quando o céu ficar mais triste
até se derramar em pranto,
pelas nuvens brancas.
E há de amar-se,
como nunca outrora
a mala tantas vezes feita
E os sapatos que
esperam fora, junto à parede.
E há de se guardar a rede,
o lenço e coração partido
já que é hora de voltar
pra casa
para um lar que pode
nunca ter existido. 

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