PUBLICIDADE
Jornal

Oração

11/10/2017 01:30:00
Carlos Pinheiro

eduardopinheiro@aluno.unilab.edu.br


Ventila a dor, teia de vida,

como rói a cera a chama

em alva lágrima e

névoa ardida.

Ventila a dor, febril destino,

toma a mente o torpe joio

em que mergulha

o teu menino.

Ventila a dor,

alegria escassa,

tanta euforia em âmago teu,

perdes-me em vil minutos,

ignoras quem sou eu?

Ventila a dor, Santa Esperança,

que o corpo dança em convulsão.

Ateie o vento e as

pás que levem

notas negras ao breu caixão.

Adriano Nogueira

TAGS
NULL