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Quem é a "Brazilwood"

01:30 | 13/09/2017
Tarcisio Passos

tarcisio_adv@hotmail.com

Em 1959, fiz uma viagem ao Peru de navio da Booth Line com um amigo inglês, Joseph Henry Collinson, até Iquitos. Logo de manhã, íamos assistir no convés do navio a beleza do rio Solimões. Os botos faziam as suas danças de mergulho como se estivesse acompanhando o navio. Os macacos pulavam em galho e galho num festival de grunhidos. Os filhotes pendurados nas costas das mães mostravam os seus equilíbrios emocionantes. As araras de cores multi voavam nas alturas das árvores, que faziam também o seu festival matutino com seus cantos. Eram pássaros de todas as espécies, que encantavam aquela mata, onde nunca foi pisado pelo homem. Foram 15 dias de viagem até Iquitos, subindo o caudaloso rio Solimões. Já perto de chegar a Iquitos, o inglês exclamou em inglês: esta é a linda “Brazilwood”, se referindo à Amazônia. A linda “Brazilwood”, que poderia ser transformada num laboratório científico para a humanidade, de biologia, botânica e outras pesquisas, congregando com países interessados em desenvolvimento e pesquisas. Cada país fazia o seu investimento. Mas, transformaram a Brazilwood num laboratório da ganância comercial, que nada se aprende! Hoje deve estar triste!