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Quem dera ser poeta...

01:30 | 29/03/2017

Wagner Pires da Silva

wagner.pires@ufca.edu.br

 

Quem me dera ser poeta para falar das belezas que enchem nossas vidas tal como se fossem divinas. Mas Deus não me fez artista, eu é que, de gaiato, me fiz cronista, e jogo no papel estas mal escritas linhas.


Sem metro, sem verso, sem atentar às regras, colocando aqui e ali umas rimas, afinal quem que liga? Desde que eu possa escrever, que alguém possa ler e, quem sabe, gostar...


Então, deixe-me falar de beleza. Da beleza de um dia de chuva, que molha o sertão de alegria, deixando a vida mais verde, enchendo o céu da mais perfeita melodia. Isso sem falar da água, que escorre pela terra e pela face do sertanejo que aguardara ansioso essa dádiva tão querida;


Me deixe falar do luar, que banha de luz prateada a toda a nossa vida e, por fim, me deixe falar da beleza de tantas e tantas coisas mínimas, por exemplo, um sorriso, um olhar ou até mesmo um suspiro, que nos enlevam o coração e nos dão força para seguir na lida.

ADRIANO NOGUEIRA

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