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A violência

01:30 | 29/03/2017

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Francisco Antonio de Oliveira, 

krfoliveira@yahoo.com.br

 

A violência tem sido propagada e divulgada como algo natural da sociedade e isso é perigoso. Tal crença acaba desvalorizando a vida. A violência está sendo vendida de forma irresponsável em programas policiais durante aproximadamente 16 horas diariamente. Contribuindo para a banalização e não contribui para o combate ou para a construção de processo de conscientização.


Outro dia, quando procurava um canal, vi uma manchete que me chamou a atenção: “Garupeiro leva um tiro cai e é linchado pela população”. Ele teve a cabeça ferida por pedradas. O repórter afirmou que os mesmos assaltaram para curtir o Carnaval. Ele falava de maneira natural, indiferente ao crime, a atrocidade e a barbárie. Sr. repórter, a brutalidade não é ao natural e aceitável na sociedade. A atrocidade não é justiça. Sr. repórter, é preciso saber: quem são? De onde vêm? Como vivem? Como são tratados? Quais são seus valores e suas crenças?


Como acreditar que a população chegou a um comportamento desumano daquele? Quais os valores estão sendo divulgados? É difícil acreditar que estamos sendo conduzidos para um comportamento frio, cruel, bárbaro e desumano.


Não estou defendendo o marginal, que é fruto da marginalidade. Não sou favorável à conduta criminosa deles. Sou a favor da vida e a população não pode e não deve se igualar ao marginal. Precisamos reprovar a propagação e a banalização da violência nos e dos programas policiais. Necessitamos divulgar, propagar a cultura da paz. Precisamos viver o amor solidário, fraterno e o altruísta. Precisamos ser humanos.

ADRIANO NOGUEIRA

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