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Para não cair em golpe

01:30 | 21/10/2017

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Os meses de outubro, novembro e dezembro, quando as pessoas começam a planejar o aluguel de imóveis para passar o Natal, Ano Novo ou as férias de fim de ano, são os mais propícios à aplicação do golpe do aluguel. Dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis no Ceará (Creci-CE) revelam que 90% das ocorrências se dão nesse período. Mas segundo os especialistas é possível evitá-las, quase que por completo, seguindo algumas orientações e cuidados.

[SAIBAMAIS]

O presidente do Creci-CE, Apollo Scherer, ressalta que o aluguel por temporada é um dos mais vulneráveis a falsários, pois exige o pagamento antecipado, um sinal. “É importante que a população denuncie e dê preferência aos anúncios de imobiliárias, mesmo que pela internet”, orienta.


Acrescenta que a primeira coisa que as pessoas devem fazer para evitar o golpe do aluguel por temporada é dar preferência à locação por meio de corretores de imóveis ou imobiliárias que têm registro no Conselho. “Esses profissionais são fiscalizados pelo Creci e devem ter uma conduta ética e responsável sob pena de serem punidos ou até perder a credencial de vendas se cometerem irregularidades no processo de venda”, explica.


Segundo Apollo, é possível conferir no site e até por telefone se a inscrição confere. “Temos o cadastro e histórico do profissional”, comenta, ressaltando que as pessoas devem checar e até pedir uma averiguação do Creci antes de caírem no golpe, antes de dar o sinal (pagamento antecipado).


Para ele, é importante sempre ter em mãos o telefone do Creci para denunciar, solicitar diligência. Levantamento do Creci-CE mostra que 98% das placas de aluguel sem o número do Creci são colocadas por contraventores. Então, evitar placas de aluguel e venda de imóveis, anúncios, sites de corretores e imobiliárias que não tenha esse número de inscrição faz todo o sentido.


O segundo passo, conforme Apollo Scherer, é atentar para as referências de quem já alugou. “Pedir pelo menos três referências também é importante para aumentar a segurança do negócio”, comenta, considerando que se a pessoa tiver um parente ou amigo que possa verificar o imóvel in loco é recomendável.


O presidente do Creci reforça que o órgão muitas vezes só é acionado depois que a pessoa sofreu o golpe. “O Creci foi criado para defender os interesses da sociedade tirando de circulação os maus corretores e contraventores”, afirma.


O Conselho é o órgão que fiscaliza as imobiliárias e os corretores de imóveis. Somente no mês passado, 40 contraventores foram autuados no Ceará nos plantões de vendas e loteamentos também.

ADRIANO NOGUEIRA

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