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Jornal

Uma vida de fidelidade ao cliente

26/08/2017 01:30:00
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“Não se concebe pensar em imóvel, sem pensar em bons resultados”. A afirmação de César Rêgo, fundador da imobiliária que leva seu nome, vai para além dos aspectos financeiros. Em entrevista concedida ao O POVO na última quarta-feira, 23, o veterano corretor de imóveis abordou temas como a infância em Pernambuco, o início da carreira como construtor, a vinda para Fortaleza e o sucesso como corretor de imóveis.

 

Vaidoso e preocupado em sair bem nas fotos, o corretor de 67 anos já está há quatro décadas em Fortaleza. Fez um curso técnico em estrada quando ainda morava em Pernambuco, mas foi nos imóveis que encontrou sua verdadeira vocação. Sua experiência foi construída na base do contato com os clientes e a cada tentativa e erro nos negócios.

 

VIDA EM PERNAMBUCO E INÍCIO DA CARREIRA EM FORTALEZA

“Durante a minha infância, meu avô tinha uma construtora em Caruaru. E minha brincadeira era nos canteiros de obra da construtora. Logo, surgiu muito cedo o meu interesse pelo mercado imobiliário. Eu tinha uma formação de negociação, tanto de compras, como de vendas. Mas eu sempre tive um olho para construção civil. E tomei a atitude de construir. Na época, tivemos dificuldade para continuar por questões financeiras. Vim para cá, montei um posto de lavagem e foi um sucesso.

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Então, acabei na profissão mais próxima que existia (da de construção), que era aquela que devia ter apostado desde o começo; a de corretor de imóveis. É nela que me realizei e me realizo permanentemente. E não terá uma idade que eu marque para terminar. Posso ter atitudes diferentes ao longo da minha vida, mas estarei sempre ligado ao mercado imobiliário”

PARA SER UM BOM CORRETOR

“Primeiramente, a preparação para a carreira. E segundo, ter sensibilidade para perceber tudo que aquela família ou investidor está procurando. Conseguir conciliar moradia e o preço do imóvel. Perceber o tempo que aquela pessoa quer viver no local. São vários fatores que o corretor tem que perceber para conseguir o maior índice de satisfação do cliente que comprou o imóvel. Ele (imóvel) também funciona para abranger várias faixas de idade. Quando a pessoa começa, normalmente não possui filhos. Depois isso muda, com a necessidade de ampliar a casa. Então, é função dos filhos de assumir esse papel. Nós temos um verdadeiro mercado que se inicia, ou apenas por uma pessoa, ou por um casal ou já com família completa. É importante saber disso para que haja satisfação completa em quem adquire o imóvel”

 

MERCADO ATUAL

“O mercado de Fortaleza é ímpar. Nós temos várias aspectos que justificam a aquisição de imóvel, como proximidade do local de trabalho, a proximidade do mar. Momento como hoje não há melhor. Já estamos tomando um posicionamento de mercado, onde a economia está em definição. Hoje, já temos construtoras fazendo estoque de terrenos prontos para lançamento. É uma alternativa sem igual para quem estiver fazendo aquisição. Temos uma grande expectativa. Chega a um ponto em que um comprador vende um imóvel, ele já pode adquirir outro imóvel para estar pronto para novidades. Quem está entrando no mercado hoje está no momento ideal”.

 

SAIBA MAIS

PROFISSÃO. A profissão de corretor de imóveis também vem crescendo nos últimos anos. De acordo com Cristina Chaul, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Ceará, atualmente 11 mil profissionais atuam no Estado. Segundo ela, o número cresce tanto pelo mercado aquecido, quanto pela expectativa de lucros. “É uma profissão que dá muita oportunidade e permite uma flexibilidade de horários”.

 

AQUECIMENTO. A queda dos juros para aquisição de imóveis foi um dos fatores que estimulou o mercado. Cristina conta que casas e apartamentos entre R$ 500 e R$ 700 mil são os mais populares. Em relação a 2016, 2017, em oito meses, já superou o volume de negócios do ano passado. Além de compras, os aluguéis também voltaram a crescer

 

DIA DO CORRETOR. Comemorado no próximo domingo, 27, o Dia do Corretor de Imóveis celebra uma data importante para a categoria: o primeiro registro oficial da profissão no Brasil, em 1962. Contudo, a necessidade do profissional foi sentida bem antes, tendo surgido durante a Era Vargas. O surgimento de cursos profissionalizantes ajudou a popularizar a atividade.

Hamlet Oliveira

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