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Jornal

Uma casa cheia de arte e cor

26/08/2017 01:30:00
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A Casa Cor, evento internacional que reúne tendências em arquitetura, decoração e paisagismo, ocorre no Brasil há 31 anos. E a Casa Cor Ceará completa 19 anos de edições ininterruptas este ano. Será realizada de 5 de outubro a 15 de novembro, na rua Zuca Acioli, 505, no Parque do Cocó, numa casa com quase 8 mil m² que abrigará 35 ambientes com amplas áreas abertas, jardim, espaços de convivência e piscina. A concepção dos ambientes, além de acompanhar a temática nacional, trará espaços com o mote local: Descubra o Ceará. Na entrevista a seguir a diretora da Casa Cor Ceará e da Mandacaru Eventos, Neuma Figueiredo, e a arquiteta Susana Clark Fiuza, falam sobre a história e sucesso do evento que dura 40 dias.

 

O POVO – Como a Casa Cor movimenta a economia do Ceará?

Neuma Figueiredo - Gerando muitos empregos. É um evento que se trabalha o ano inteiro e que gera mais de 600 empregos diretos no período de montagem e de exposição. Só no período de exposição são mais de 100 empregos diretos. São recepcionistas, cozinheiros, garçons, seguranças, pessoas que trabalham em empresas etc. É um evento que movimenta muito a economia que aquece o mercado, as lojas de decoração. E muita coisa acontece no período, muitos lançamentos de produtos.

 

OP - Essa é a 19ª edição da Casa Cor Ceará. Como foi a trajetória do evento ao longo desses anos?

Neuma Figueiredo - Nós começamos em 1999, já com grande sucesso porque o mercado cearense já pedia isso. Fortaleza sempre foi uma cidade de excelentes profissionais da arquitetura, da decoração. Eu já trabalhava com decoração, tinha uma loja, uma indústria de móveis, trabalhava com decoração, artesanato e conhecia muito esse mercado. Tanto de lojistas como de profissionais. Então isso facilitou muito.

 

OP - E o que mudou no Estado com as edições da Casa Cor?

Neuma Figueiredo - Houve uma valorização dos profissionais. Uma conscientização das pessoas de que é fácil contratar, de que é melhor contratar um profissional do que fazer só. Se não contratar termina ficando perdido em termos de fornecedores, de saber colocar aquilo que você deseja e essas pessoas tantos os arquitetos de interiores quanto os designers de interiores têm uma formação para isso. Eles têm um pouco de psicologia também para entender o que a pessoa quer para aquele seu ambiente de morada, para seu ambiente de trabalho. Então, a Casa Cor fez com que o mercado visse que é melhor contratar esses profissionais para fazer a decoração da casa, do apartamento. Na Casa Cor ele tem condições de conhecer num local só o estilo de 30, 40 profissionais.

 

OP - Mas a mudança atinge a outros profissionais, segmentos?

Neuma Figueiredo - Mudou também o mercado, mudaram os projetos de casas e apartamentos. Passaram a ter um cuidado maior com a parte interna. Porque as pessoas passaram a ser mais exigentes, a ver que é importante cuidar dessa parte porque a cada ano você vive mais no seu ambiente do que estar na rua, infelizmente até. Mudou a forma da loja expor os móveis, as lojas passaram a ter ambientes decorados, as próprias construtoras passaram a ter apartamentos decorados.

 

OP - Antes da Casa Cor Ceará isso não existia?

Neuma Figueiredo – A Casa Cor foi a precursora desse estilo de mostrar a decoração, de mostrar os espaços. Antes vendia-se só o espaço, agora decora-se o espaço físico para vender. Passou a ser mais atrativo porque a pessoa já vê pronto.

 

OP - Quantos profissionais participam de uma edição da Casa Cor?

Neuma Figueiredo - Em torno de 45 profissionais. São arquitetos, são designers de interiores, são decoradores todos ligados a esse mercado. E a gente dá muita oportunidade a pequenas empresas, pequenas indústrias de móveis, arquitetos em início de carreira.

 

OP - Quais são os setores beneficiados pela Casa Cor?

Neuma Figueiredo - Nós temos parceiros em cimento, parceiro em aço. Toda a cadeia da construção participa da Casa Cor. Pois mesmo o visitante não podendo ver o produto ele tem contato com construtores, com profissionais que vão utilizar em suas obras. São lojas de iluminação, de tapetes, de tecidos, de revestimentos, de móveis, são indústrias de tinta, de telha, cerâmica etc. Até serviços também. Você tem um leque de oportunidades. A Renault, por exemplo, lança um carro nacionalmente na Casa Cor. Pelo terceiro ano ela está lançando no evento e toda Casa Cor no Brasil tem na garagem um Renault. Então, não é só o mercado da construção e da decoração que participa de Casa Cor. É o setor alimentício que quer lançar uma marca diferente, é um fabricante de água que lança um produto novo no mercado. É um mercado bem diverso. O próprio serviço de segurança que está lá porque o público de Casa Cor é o público que vai consumir o serviço de segurança, aquela água mineral, aquele café. Então ou uma empresa está com o foco no profissional participante ou no público.

 

OP - Como vai ser a Casa Cor Ceará 2017?

Neuma Figueiredo - Vai ser uma casa no Parque do Cocó. É uma casa plana, térrea, uma construção dos anos 1980 com área de quase 8 mil m2.


OP - E qual a expectativa de público para a Casa Cor Ceará este ano?

Neuma Figueiredo - Nós estamos com uma expectativa muito positiva, pela localização, pelo projeto que se desenhou para o evento.

 

OP - Qual a sua participação na Casa Cor Ceará?

Susana Clark Fiuza - Estou participando da sétima edição. Este ano com dois espaços, a varanda da casa e o espaço imobiliário da Lopes Immobilis.

 

OP - E como está sendo o desafio de fazer o espaço imobiliário que vai contar com empreendimentos de 18 construtoras?

Susana Clark Fiuza - Eu adoro desafios e tenho uma relação grande com as construtoras. O nosso escritório costuma fazer trabalhos para as maiores construtoras de Fortaleza. A gente trabalha no projeto desde o começo, desde a planta baixa, até o final. E eu fico muito feliz de fazer esse espaço porque tenho uma boa relação com as construtoras e faço muitos projetos, estandes de vendas, muito apartamento decorado para as construtoras.

 

OP - Como está o mercado de arquitetura no Ceará?

Susana Clark Fiuza - Ele está voltando a melhorar. Este ano a gente já vê uma melhora considerável. Está melhor que o ano passado e aquecendo de novo. Temos uma ligação muito grande com o mercado de vendas de imóveis quando vende mais, como no primeiro semestre deste ano, somos mais procurados.

 

OP - Qual o seu estilo?

Susana Clark Fiuza - O meu estilo é seguir a orientação do cliente sempre. Eu converso muito com o cliente antes de começar a fazer um projeto. Tem uma série de perguntas que a gente gosta que o cliente responda para a gente poder entender qual a visão de mundo dele, do que é bom, do que é belo para ele.

 

OP - E como é a relação do arquiteto com o cliente?

Susana Clark Fiuza - É uma relação de confiança, onde o cliente precisa confiar no profissional que ele está contratando. A primeira coisa é o estilo. O cliente tem que saber o estilo do arquiteto e se ele se identifica.


OP - Qual a sua relação com a Casa Cor Ceará?

Susana Clark Fiuza - Eu tinha um ano de formada e meu sonho era participar da Casa Cor porque sabia da importância disso para o meu trabalho. Na minha primeira participação eu fiz o quarto do bebê. Foi um marco porque foi o segundo lugar mais visitado e isso trouxe uma alegria muito grande. Durante anos eu fiz muitos quartos de bebê por conta desse trabalho.

 

OP - Qual a importância de participar da Casa Cor?

Susana Clark Fiuza - A Casa Cor é fantástica para mostrar para o cliente final as ideias e as propostas, a visão do arquiteto. É muito importante porque é onde estão os melhores profissionais do mercado.

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