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Jornal

Como fazer a escolha certa

29/07/2017 01:30:00
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A casa própria é um dos maiores sonhos de grande parte dos brasileiros. E no processo de compra é comum surgir a dúvida: é melhor adquirir uma casa ou um apartamento? Para esclarecer a questão é preciso um planejamento adequado.


De acordo com o economista Gilberto Barbosa, a escolha do imóvel deve ser pessoal, uma vez que a pessoa precisa analisar a localização, espaço, segurança, opções de lazer e se a sua economia financeira corresponde com o valor do bem. “Antes de o morador optar por casa ou apartamento, é indispensável colocar em perspectiva os valores mensais e as exigências que o lugar requer, como proximidade de trabalho, escola, hospitais e outros ambientes”, explica.

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Deste modo, o especialista pontua que a pessoa ou família deve ter o dinheiro suficiente para o investimento, seja em apartamento ou casa.

“Apesar de inúmeros locais possuírem aluguéis baratos, muitos valorizam o patrimônio próprio, que no futuro será usado pela família.

Pagar aluguel, apesar de vantajoso em algumas localizações e da quantidade de pessoas que moram juntas, não garante segurança forte nos próximos anos”, diz.

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O economista conta que, por outro lado, ao comprar um terreno ou casa, a pessoa está sujeita a pagar caro todos os meses ao longo dos anos, visto que os juros estão altos e que a construtora pode remover o imóvel do proprietário, caso atrase ou não pague. “Independente da escolha, a pessoa necessita criar uma poupança como investimento, o que facilita no futuro durante os meses de aluguel ou de parcelas da casa própria”.


Já o corretor Pedro de Freitas enfatiza que construir uma casa, apesar de ser uma atividade extensa, sai mais barato do que comprar um apartamento de padrão equivalente, visto que é permitido reformar quando o morador quiser, enquanto que o apartamento não pode ter a sua planta modificada por completo depois de entregue. O corretor conta que, ao adquirir um terreno e construir a sua casa, o proprietário pode criar a própria segurança, não pagar condomínio e arquitetar vários espaços posteriormente.


“A vantagem da casa, além do valor, é justamente essa: o morador pode mudar a casa quando quiser. Com aprovação da prefeitura, é permitido quebrar parede, levantar outra, alterar a estrutura do quintal, aumentar a cozinha. Já o apartamento não pode tudo, uma vez que alguns elementos mudam o suporte do prédio”, conta. Já em relação aos custos de energia, água e telefone, o corretor pontua que o valor pode variar dependendo da quantidade de pessoas que vivem na casa.


De acordo com o arquiteto e professor de arquitetura e urbanismo, Paulo Hermano Barroso, os preços dos terrenos para construir a casa acompanham a valorização de cada bairro. “Em locais já com alta valorização imobiliária, o apartamento fica mais viável, principalmente quando se pode pagar a parcela de compra com o que se economiza de aluguel”, diz.


O apartamento tem vantagens como a falta de barulho dos vizinhos, do conforto encontrado nos elevadores, piscina, áreas de lazer e da segurança, que, dependendo do bairro, justifica o valor aplicado na compra ou aluguel. “Mesmo que não seja possível reformar apartamento por completo, nas casas de condomínio é permitido, no entanto, precisam ter consultoria da construtora, assim como a casa isolada que exige permissão da prefeitura”.


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Gabriel Amora

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