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Um sistema para a eficiência

01:30 | 08/04/2017

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No início eram as pranchetas. Depois, projetos em 2D e 3D no software Autocad. Agora, a construção do Ceará entra na era de projetos 4D, com o BIM (sigla em inglês para Modelo da Informação da Construção).

[SAIBAMAIS] 

O sistema permite que todos os projetos envolvidos numa obra, com arquitetônico, paisagístico e de estrutura, estejam numa mesma linguagem e sejam trabalhados como um só.


Os erros são detectados automaticamente, assim como a quantidade de material a ser usado, o tempo necessário para a

execução. Quem explica é Marcos Novaes, sócio-diretor da Novaes Engenharia. “Se tiver uma viga no meio de uma vaga de garagem, por exemplo, o sistema detecta e ainda disponibiliza os recursos necessários para resolver”.


O resultado: uma obra sem desperdício, com menos tempo de execução e, portanto, mais barata. “A grande vantagem você tem um projeto só integrado”, ressalta Novaes, que tem duas obras com um sistema.


Ele explica que, para operar o BIM, há softwares finlandeses, ingleses e indianos.

E que o investimento fica em torno de 0,5% do Valor Geral de Vendas (VGV) de uma obra. “É uma tecnologia bem usada no mundo. É acessível e disponível”.


Apesar disso, ele estima que apenas seis construtoras no Ceará usem o sistema. No Brasil, aonde o BIM chegou há cerca de 15 anos, são em torno de 50 construtoras. O maior entrave para uma difusão maior da tecnologia, acredita, é o desconhecimento do empresário.

ADRIANO NOGUEIRA

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