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Prós e contras da portaria virtual

01:30 | 08/04/2017

O condomínio do qual Franklin Veras é síndico optou pela portaria virtual para reduzir as despesas
O condomínio do qual Franklin Veras é síndico optou pela portaria virtual para reduzir as despesas

Uma solução para reduzir a taxa condominial sem abrir mão da segurança é a portaria virtual. Com todo aparato tecnológico, que inclui câmeras, cabos de fibras ópticas, alarmes e sistema biométrico, esse novo serviço funciona à distância, por meio de uma central de atendimento.

Assim, quando alguém chega ao condomínio, a central é acionada e um atendente faz toda a mediação entre o morador e o visitante. Com um controle de acesso ou utilizando um aplicativo no celular, o morador libera a entrada.

Segundo o diretor administrativo da Hiseg Soluções Tecnológicas, Harrison Pinho Júnior, a portaria virtual é 80% mais barata do que uma portaria convencional, reduzindo em 50% a taxa de condomínio. “Após um ano de prestação do serviço de portaria virtual, o condomínio chega a economizar até R$ 100 mil”.

Com 20 condomínios em Fortaleza utilizando o serviço de portaria virtual da empresa, além da redução da folha de pagamento dos funcionários, próprios ou terceirizados, o diretor destaca o aumento da segurança como mais uma vantagem. “Nesse tipo de serviço, além de o porteiro virtual não poder ser rendido por bandidos, pois ele fica na base digital da Hiseg, o controle dos acessos ao condomínio é mais rigoroso, seja por meio do portão de pedestre, seja pela garagem”.

Segundo o diretor, o custo para o serviço varia de acordo com cada condomínio, entre R$ 4.500 a R$ 7.000, e inclui todos os equipamentos para implantação do sistema. Em caso de queda de energia, os nobreaks seguram o sistema por até quatro horas. Após esse prazo, caso a energia não volte, é enviado um porteiro presencial. No entanto, a portaria virtual não é indicada para todos os condomínios. Para assegurar um serviço seguro e de qualidade, o perfil ideal são condomínios de até 60 unidades.

Franklin Veras é síndico do condomínio Stella Maris, no bairro Meireles, há cinco anos e devido à dificuldade de manter o porteiro, a solução encontrada foi o serviço de portaria virtual. O síndico reuniu os moradores para apresentar os problemas do condomínio, o projeto e a redução de custos que o estabelecimento iria ter. Apesar de existir resistência do público idoso, pois eles sentiriam a falta da figura do porteiro, a maioria dos condôminos concordou com a mudança. A contratação da portaria virtual para o condomínio foi de R$ 5.800.

Com a portaria virtual funcionando desde janeiro deste ano, Franklin afirma que aumentou segurança o estabelecimento. “Eu vejo que é um serviço novo, principalmente aqui no Ceará. No início, os moradores sentiram falta da figura do porteiro, mas depois todos ficaram satisfeitos. A empresa monitora todo o perímetro do prédio, 24 horas por dia. Temos sentido um bom retorno. Ajuda a evitar maiores danos”.

 

FIQUE ATENTO!

PORTARIA VIRTUAL

 

PRÓS

Redução de custos com mão-de-obra e folha de pagamentos dos funcionários

 

Mais aparato tecnológico para a segurança do condomínio.

A implantação da portaria virtual faz com que o prédio não corra riscos trabalhistas, já que ele terceiriza o serviço

CONTRAS

A falta da figura do porteiro, que pode ser importante na vida do condomínio, como ajudando os idosos, pessoas com deficiência e recebendo encomenda, por exemplo.

 

Dependência de energia e conexão com internet. Além do sistema sujeito a falhas.

É preciso o envolvimento de toda coletividade para se adaptar ao novo formato de portaria

RAFAEL ROCHA