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Netanyahu tem até o fim do dia para formar governo

|Política em Israel|

29/05/2019 01:32:35

Em razão de um impasse nas negociações para formar um governo, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, tem até a noite de hoje para formar uma coalizão e manter o mandato. Netanyahu foi designado pelo presidente Reuven Rivlin para formar um governo após vencer de forma apertada as eleições de 9 de abril. Ele já pediu a extensão do prazo em 15 dias, mas as negociações das últimas semanas levaram a um impasse.

O primeiro projeto para a dissolução do Parlamento foi aprovado com 65 votos a favor, 43 contra e 6 abstenções. No poder há uma década e correndo risco de ser indiciado por corrupção, Netanyahu tem tido dificuldade para firmar um acordo com uma variedade de partidos de direita, extrema direita e judeus ultraortodoxos que lhe garantiria um quinto mandato. O premiê nega ter cometido qualquer irregularidade e luta contra a intenção do procurador-geral de indiciá-lo por acusações de fraude e recebimento de propina.

Um dos grandes entraves de Netanyahu é seu ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman, que não quer ceder para aceitar participar do governo. Lieberman exige uma mudança na lei de recrutamento para o serviço militar, que também incluiria judeus ultraortodoxos - hoje isentos. A nova lei, no entanto, não tem o apoio de dois partidos religiosos.

"Eu propus uma solução, mas até agora não consegui convencer Lieberman", disse no Parlamento. Ainda na segunda-feira, 27, ele se mostrou confiante mesmo com prazo curto. "Vamos formar este governo de direita. Ainda há tempo e podemos fazer muitas coisas. Não há nenhum motivo para fazer eleições inúteis que custarão caro e bloquearão todas as atividades no país".

A realização de novas eleições tão rapidamente é algo sem precedentes em Israel. Há uma preocupação com os custos e as implicações da prolongada paralisia política. Uma nova votação também seria um duro revés para Netanyahu, que recebeu apoio do presidente americano, Donald Trump. O primeiro-ministro precisa do apoio dos três partidos de oposição para conseguir uma maioria de 61 deputados. Se não conseguir até o fim do dia, Rivlin pode convocar novas eleições, encarregar outro parlamentar de formar um novo governo ou dar mais duas semanas de prazo ao premiê interino. (Agência Estado)

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