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Bolsonaro toma antibióticos e tem previsão de alta adiada

JAIR BOLSONARO em vídeo publicado no último dia 28 nas redes sociais
JAIR BOLSONARO em vídeo publicado no último dia 28 nas redes sociais

O presidente Jair Bolsonaro foi submetido a tratamento com antibióticos de amplo espectro após apresentar elevação da temperatura - 37,3 °C - e alteração de alguns exames laboratoriais, com aumento de leucócitos, na noite de ontem. Esse aumento pode indicar processo infeccioso, segundo o porta-voz da presidência Otavio do Rêgo Barros.

Devido a isso, a previsão de alta foi adiada. Como os antibióticos devem ser ministrados por sete dias, ele deve permanecer no hospital por mais este período, segundo o porta-voz.

Bolsonaro foi submetido no último dia 28, no hospital Albert Einstein de São Paulo, a uma cirurgia para a retirada de uma bolsa de colostomia e a ligação entre o intestino delgado e parte do intestino grosso.

O tempo de recuperação foi estimado em até dez dias, prazo que vence amanhã, 6.

Exames de imagem, no entanto, mostraram uma "coleção líquida" ao lado do intestino na região da antiga colostomia, segundo boletim médico divulgado ontem. Ele foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e permanece com dreno no local.

O presidente está internado em unidade de cuidados semi-intensivos. Ele permanece em jejum oral, com sonda nasogástrica e nutrição parenteral (endovenosa) exclusiva.

Uma evolução nos movimentos intestinais foi citada no boletim médico, que informou dois episódios de evacuação do presidente.

Bolsonaro segue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular no quarto. Por ordem médica, as visitas permanecem restritas, ele está acompanhando da esposa Michelle e do filho Carlos Bolsonaro.

O presidente continua em descanso e tem sido evitados despachos, de acordo com Rêgo Barros. Nos próximos dias, não estão agendados compromissos oficiais. Por enquanto, não há estudos sobre afastamento de Bolsonaro da presidência, deixando o vice na função.

Os médicos no domingo à noite, identificaram o aumento nos leucócitos, "imediatamente administraram antibióticos de amplo espectro de forma a atacar todas as possibilidades para uma eventual infecção", disse Rêgo Barros. No entanto, ele disse que "quanto à cirurgia, não há nenhum aspecto negativo". (Agência Brasil)

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