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Carlos Ghosn é indiciado pela 2ª vez e poderá ser solto sob fiança

farol

01:30 | 12/01/2019

O executivo brasileiro Carlos Ghosn, preso em Tóquio desde o dia 19 de novembro sob a acusação de cometer fraudes financeiras contra a Nissan, foi indiciado ontem pela segunda vez. A promotoria o acusa de ter sonegado informações sobre o próprio salário entre 2015 e 2018, período em que ocupou os cargos de executivo-chefe e de presidente do conselho de administração da montadora japonesa. Ghosn também teria realizado transações em benefício próprio com um empresário saudita, lesando a Nissan em cerca de US$ 15 milhões. Na legislação japonesa, esse suposto crime cometido pelo brasileiro é chamado de "quebra de confiança". Com o novo indiciamento, Ghosn deverá ser autorizado a pagar fiança para responder o processo em liberdade.

 

O suposto cúmplice de Ghosn, o executivo americano Greg Kelly, e a Nissan também foram indiciados na investigação sobre a sonegação de informações de salários. Ghosn diz que as acusações "não têm fundamento". Kelly, que já foi libertado sob fiança, alega inocência. 

 

(Agência Estado)