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BREAKDANCE COM SOTAQUE

2019-02-01 04:06:47
FORTALEZA, CE, BRASIL, 18-01-2019: Eliane Carlos de Oliveira, servidora pública. Eliane é mãe adotiva de Raíssa. Fortaleza Revela.  (Foto: Júlio Caesar/O POVO)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 18-01-2019: Eliane Carlos de Oliveira, servidora pública. Eliane é mãe adotiva de Raíssa. Fortaleza Revela. (Foto: Júlio Caesar/O POVO)

Foi do alto do Vicente Pinzón que o então adolescente Wellington Matos assistiu a muitos de seus colegas não resistirem à sedução do crime e das drogas. Determinado a não padecer desta sina, Wellington buscou outro caminho. E o encontrou nos passos da dança. Mais precisamente do break. "Lá no bairro eu descobri o Projeto Enxame, que dava aulas de grafite, de break e de rap. Pedi para frequentar e me apaixonei", conta, hoje, aos 25 anos. Há oito ele se tornou um b-boy e faz dos movimentos desta dança de rua sua motivação para seguir e seu modo de ressignificar o mundo. Ele criou o grupo Oxente Break, com o qual se apresenta, ao lado de outros componentes, na Beira Mar, em eventos corporativos, aniversários, onde tiver plateia. "A gente escolheu o nome Oxente porque queria valorizar o Nordeste. E misturar tudo. Isso está nas nossas coreografias", explica. "Não sei o que seria de mim sem o break. Para mim, break é vida", sintetiza.

A imagem por MATEUS DANTAS

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