PUBLICIDADE
VERSÃO IMPRESSA

Chega a 99 o número de mortes em Brumadinho

2019-02-01 03:41:01

A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou, no final da tarde de ontem, em 99 o número de mortes do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, identificadas pelo Instituto Médico Legal (IML). O último balanço da corporação registra 259 desaparecidos. De acordo com a Polícia Civil, dos 99 mortos, 57 foram identificados.

Segundo a Defesa Civil, cinco dias após o desastre, ainda há regiões de Brumadinho sem energia. A barragem B6, com água, segue monitorada 24 horas por dia, segundo o órgão, sem risco de rompimento. Um plano de contingência, porém, foi elaborado de forma preventiva. Conforme o balanço, foram localizados 225 funcionários da Vale, 168 terceirizados ou moradores da comunidade. Ainda não foram localizados 101 empregados da mineradora. Dez pessoas estão hospitalizadas e são 264 desabrigados.

Um levantamento da consultoria Ramboll indica que a lama da barragem da mina de Córrego do Feijão percorreu cerca de 100 km. Pelos cálculos, a lama está descendo a uma velocidade de 1 km/h, mais lentamente do que no vazamento de Mariana, em 2015. Com base em informações de dezenas de nanosatélites, a equipe de geosoluções da consultoria estima que a lama deverá alcançar o reservatório da refinaria de Três Marias, a 340 km do local do acidente.

Diferente de Mariana, a lama de Brumadinho desce mais lentamente por estar mais densa. No primeiro episódio, uma segunda barragem - de água — também se rompeu, fazendo com que a lama se diluísse e ampliasse a área atingida.

Localizado em Brumadinho, o Instituto Inhotim — maior museu a céu aberto do mundo — anunciou que adiará a reabertura do parque, prevista inicialmente para amanhã. "A tragédia provocou impactos diretos no Instituto, uma vez que, dos cerca de 600 funcionários que emprega, 80% moram na região. Desses, 41 têm familiares próximos desaparecidos ou com óbito declarado, e os demais procuram por amigos e pessoas conhecidas. A data de reabertura será comunicada assim que o Instituto avaliar o momento propício para abrir as portas novamente aos visitantes", informa a nota. (das agências). LEIA MAIS NA PÁGINA 17

TAGS