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Vale anuncia que vai fechar 10 barragens como a de Brumadinho

2019-02-01 03:49:02
SEGUNDO Fabio Schvartsman, a recuperação de Brumadinho terá início após a remoção das vítimas
SEGUNDO Fabio Schvartsman, a recuperação de Brumadinho terá início após a remoção das vítimas

O presidente Vale, Fabio Schvartsman, anunciou ontem que a empresa vai acabar com dez barragens, como a que se rompeu em Brumadinho (MG), na última sexta-feira, 25. A medida foi divulgada após reunião com os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e do Meio Ambiente, Ricardos Salles. Segundo Schvartsman, essas barragens serão descomissionadas.

"É a resposta cabal e à altura da enorme tragédia que tivemos em Brumadinho", explicou o executivo, complementando que descomissionar significa preparar a barragem para ser integrada à natureza. "A decisão da companhia é que não podemos mais conviver com esse tipo de barragem. Tomamos a decisão de acabar com todas as barragens a montante", disse o executivo em Brasília.

O presidente da Vale disse que o projeto para descomissionar as barragens está pronto e será levado para os órgãos federais e estaduais em 45 dias. Segundo ele, o prazo para executar as ações é de no mínimo um ano e no máximo 3 anos. Schvartsman afirma que "não teve qualquer tipo de pressão" por parte do Governo Federal para intervir na direção da Vale e a reunião com os ministros foi "absolutamente técnica".

A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou na noite de ontem os números de vítimas do desastre de Brumadinho. O órgão informou que são 84 mortes confirmadas e 276 pessoas desaparecidas. 42 vítimas já foram identificadas. Três vítimas fatais foram retiradas de ônibus encontrado e duas que estavam no refeitório da Vale, onde muitos funcionários almoçavam no dia da tragédia. Segundo o porta-voz dos bombeiros, tenente Pedro Aihara, essa indicação é muito significativa para a continuidade das buscas.

Na manhã de ontem, foram presos cinco engenheiros responsáveis pela segurança da barragem — três da Vale e dois da empresa alemã Tüv Süd, responsável pelo laudo que atestou a estabilidade da estrutura que ruiu. Eles são acusados de homicídio qualificado, crime ambiental e falsidade ideológica. As ordens são de prisão temporária com validade de 30 dias. (das agências)

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