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Sócio e motorista seriam mandantes de assassinato de empresário

UMA DAS linhas de investigação aponta Leonardo Jordão foi morto pelo sócio
UMA DAS linhas de investigação aponta Leonardo Jordão foi morto pelo sócio

O assassinato do empresário Leonardo Alcântara de Jordão, 39, conforme investigações da 10ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que divulgou ontem ter elucidado o caso, foi encomendada. Os mandantes seriam o motorista e o sócio do administrador, respectivamente Jeferson Souza Vieira e Ricardo Rocha da Silva.

Leonardo e Ricardo eram sócios em uma empresa de factoring — adiantamento de crédito. Ele foi morto em aparente crime de latrocínio, no dia 4 de janeiro deste ano, no bairro Guararapes.

Apontado como um dos executores e preso no mesmo dia, Francisco Diego Cunha Ferreira, segundo a Polícia Civil, é líder de uma divisão de facção criminosa no Jangurussu. Outro suspeito da execução do empresário foi identificado apenas como Gustavo e está foragido desde então. Além de Diego, Jeferson e Ricardo foram presos e indiciados por homicídio qualificado.

A principal linha de investigação aponta que a motivação para a ordem de assassinato seria a insatisfação de Ricardo Rocha, sócio da vítima, com a divisão de lucros da empresa. Jeferson Souza, motorista, segundo a Polícia Civil, devia R$ 40 mil à vítima, em decorrência de saídas noturnas em eventos que frequentava junto com o Leonardo Jordão. Eles teriam encomendado o serviço a Diego, que devia cerca de R$ 2 mil a Jeferson.

Conforme as investigações, a vítima estava no banco do passageiro de veículo, conduzido pelo motorista, quando foram surpreendidos por homens armados, simulando assalto. O motorista teria saído do veículo e Leonardo recebeu vários disparos, morrendo no local. Nenhum pertence foi roubado. Em depoimento, Jeferson confessou que repassou o trajeto que faria com o patrão para os executores.

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