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Preso 2º suspeito das mortes de chefes do PCC

A prisão de Jefte Ferreira Santos, 21, foi a segunda realizada nos últimos onze meses em resposta à execução de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Sousa, o Paca. A dupla foi assassinada em ação cinematográfica com helicóptero, usado para levar vítimas e algozes até reserva indígena em Aquiraz, onde ocorreu o duplo homicídio e os corpos foram deixados. Desde o dia 15 de fevereiro de 2018, dez suspeitos se tornaram réus e o 11º foi morto antes mesmo de ser denunciado pelo Ministério Público.

Gegê e Paca são apontados pelas investigações como chefes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), e teriam se tornado alvos de aliados quando supostamente desviaram parte dos recursos usados para financiar a organização. Dos dez réus envolvidos no homicídios, o único que já estava preso, antes da detenção de Jefte, era Felipe Ramos Morais, 31, o piloto do helicóptero, detido em março de 2018, em Goiás.

A confirmação da prisão de Jefte, até então foragido, ocorreu ontem. Ele estava no município de Itanhaém, litoral sul de São Paulo, conforme a superintendente da Polícia Federal no Ceará, Vanessa Souza. "Ele integrou o grupo fornecendo apoio logístico, na reserva do hotel, nos pagamentos, então irá responder por integrar organização criminosa", explicou. Sem entrar em detalhes da investigação, Souza relatou que o suspeito não ofereceu resistência à prisão. Ele estava em casa de veraneio acompanhado de outras pessoas. Contudo, somente contra ele pesava mandado de prisão preventiva em aberto.

Detido, ele será transferido para o Ceará, onde o processo tramita na Justiça. Ainda não há data definida para quando ocorrerá o transporte do réu. (Igor Cavalcante)

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