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Relatório aponta aumento do impacto de eventos climáticos extremos

| MEIO AMBIENTE | Brasil ocupa a 79ª posição, de acordo com levantamento divulgado na COP-24

16/07/2019 19:56:53
?ÍNDICE Global de Risco Climático avaliou 168 países em 2017
?ÍNDICE Global de Risco Climático avaliou 168 países em 2017 (Foto: MARK WALLHEISER/Agência Lusa)

De acordo com o Índice Global de Riscos Climáticos, divulgado ontem pela Germanwatch na cúpula do Clima em Katowice, o Brasil subiu 10 posições no ranking dos países mais impactados por eventos climáticos extremos. Ocupa agora a 79º posição. O mesmo aconteceu com Portugal, que passou da 21ª posição, no relatório do ano passado, para a 11ª na edição deste ano. No caso dos Estados Unidos, a mudança foi ainda maior: saltaram da 28ª posição para a 12ª.

?O relatório, de autoria da organização ambiental e de desenvolvimento independente Germanwatch, aponta que os ciclones tropicais têm forte impacto em um número de países cada vez maior. Em 2017, a temporada de furacões no Mar do Caribe foi particularmente forte e deixou várias ilhas devastadas.

Além disso, há alguns países em desenvolvimento que têm dificuldades para se recuperar, pois são atingidos por catástrofes climáticas com regularidade. Especialmente países mais pobres, como o Sri Lanka, o Nepal ou o Vietnã, que enfrentam grandes desafios. Em 2017, 11,5 mil pessoas morreram por causa de eventos climáticos extremos. Os prejuízos econômicos totalizaram aproximadamente US$ 375 bilhões. Por isso, 2017 foi o ano com as maiores perdas relacionadas ao clima já registradas.

"Tempestades recentes com níveis de intensidade nunca antes vistos tiveram impactos desastrosos", explica David Eckstein, da Germanwatch, principal autor do índice. "Em 2017, Porto Rico e Dominica foram atingidos por Maria, um dos furacões que mais causou mortes e prejuízos já registrados. Porto Rico ocupa o primeiro do ranking dos países mais afetados por eventos climáticos em 2017, com a Dominica em terceiro lugar", destaca.

Em muitos dos países mais afetados por desastres naturais no ano passado, precipitações extraordinariamente extremas foram seguidas por severas inundações e deslizamentos de terra. É o caso de Sri Lanka (classificado em segundo lugar em 2017): chuvas excepcionalmente fortes causaram inundações dramáticas que mataram 200 pessoas e deixaram centenas de milhares de pessoas desabrigadas. "Os países pobres são os mais atingidos. Mas os eventos climáticos extremos também ameaçam o desenvolvimento de países de renda média e alta e podem até sobrecarregar países de alta renda", acrescenta Eckstein.

Nos últimos vinte anos, de 1998 a 2017, Porto Rico, Honduras e Mianmar foram as nações mais afetadas, segundo o índice de longo prazo. Neste período, globalmente mais de 526.000 mortes foram diretamente ligadas a mais de 11.500 eventos climáticos extremos. Os danos econômicos foram de aproximadamente US$ 3,47 trilhões. (Agência Brasil)

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