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Americanos vão às urnas para dar seu veredicto sobre Trump

| Eleição Legislativas |

26/05/2019 17:06:21
?Eleitores definem deputados, senadores e, em mais da metade dos estados, governadores
?Eleitores definem deputados, senadores e, em mais da metade dos estados, governadores (Foto: Angela Weiss / AFP)

Andrew Menck nunca havia se mobilizado para as eleições de meio de mandato, mas ontem, 6, esperou pacientemente para votar em Chicago para expressar seu descontentamento com Donald Trump.

"Eu não concordo com as ações do presidente", diz o americano de 34 anos, que afirma ser politicamente independente. Para ele, esta consulta representa um referendo contra Trump, mesmo que seja um voto legislativo com componentes particularmente locais.

"Eu não sei se isso o fará prestar contas. Os republicanos controlam a Câmara de Representantes e o Senado", ressalta Menck, que espera ajudar a inverter a tendência no Congresso para criar um contra-poder real.

Menck é um dos milhões de americanos que foram às urnas nesta terça-feira no primeiro teste eleitoral do controverso governo Trump. Mais de 38 milhões de pessoas já votaram antecipadamente, 40% a mais do que nas eleições de meio de mandato de 2014.

Em sua seção eleitoral no coração de Chicago, um reduto democrata que serviu de trampolim para Barack Obama, os eleitores começaram a formar longas filas antes mesmo do amanhecer.

Jerry, um aposentado de 64 anos, acordou cedo para evitar a multidão. Como Menck, nunca havia votado nas eleições de meio mandato. Ele é um republicano, "provavelmente o único em Chicago", diz ironicamente.

"Os democratas enlouqueceram", afirma, repetindo uma tema citado pelo presidente Trump. "Ouvi dizer que os democratas querem conceder o direito de voto aos imigrantes ilegais", declarou, embora essa ideia não passe de um boato infundado.

?A campanha eleitoral, que terminou na segunda-feira à noite, foi marcada por divisões de uma escala raramente vista, e isso levou Yorgo Koutsogiogasi, um sexagenário, a se mobilizar e votar.

"Essa fratura está destruindo o país", assegura o democrata que emigrou em 1977 da Grécia. "Eu voto em candidatos que considero capazes de unir as pessoas em vez de dividi-las", aponta.

Em outros lugares do país, a figura controversa de Donald Trump também parece ser a força motriz por trás de muitos eleitores.

Ayla Jeddy votou em Nova York. Ela completou 18 anos em setembro, a tempo de estar na lista de eleitores. "Votei nos candidatos que se opõem às políticas mais escandalosas (de Trump): sua política de migração... e sua atitude em relação às mulheres em geral", disse. (AFP)

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