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CDL espera prejuízo após Justiça decidir por shoppings fechados na eleição

|Comércio|

06/10/2018 01:30:00

Os shoppings de Fortaleza terão lojas fechadas amanhã. Em virtude das eleições, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Fortaleza pediu à Justiça do Trabalho que esses funcionários não trabalhem. O Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas) contesta a decisão e a Câmara dos 

Dirigentes Lojistas (CDL) projeta queda de 5% no faturamento.

 

A Ação Civil Pública foi assinada pela juíza do Trabalho, Rosa de Lourdes Azevedo Bringel. Foram citados na decisão todos os shoppings da Capital. A decisão afirma que eles devem se abster de "autorizar, determinar e/ou exigir" expediente nos dois domingos de eleição (1º e 2º turno). O descumprimento à decisão acarretará em multa de R$ 1 mil por cada empregado que trabalhar. Rosa Bringel entendeu que a legislação eleitoral compreende que os dias de eleição, assegurados na Constituição Federal, são feriados.

 

Diretor jurídico do Sindicato dos Comerciários, Tarcísio Sales explica que o pedido à Justiça serve como garantia do direito a voto dos comerciários que trabalham em shoppings da Capital. Tarcísio menciona que em eleições presidenciais a decisão já é concedida pela quarta vez. "A gente conseguiu a liminar para facilitar aos trabalhadores dos shoppings votarem. Se (as lojas) ficarem abertas, muitos trabalhadores podem ficar sem votar, porque não tem condições. Se funcionasse normal, a hora de entrada no trabalho poderia não ser cumprida", justifica Tarcísio.

 

Assis Cavalcante, presidente da CDL, conta que esteve reunido com a presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira. Segundo ele, foi acertado que o funcionamento das lojas estaria liberado mediante o concedimento de período para que os funcionários pudessem votar o que foi garantido pela CDL, explica.

 

"O faturamento dos comércios nos shoppings no domingo assemelha-se às vendas da semana nas lojas. No dia da eleição não é proibido comprar", conclui. (Samuel Pimentel/especial para O POVO)

 

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