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"O que pode ser feito com pessoas que estão sofrendo?"

21/05/2019 02:28:15
Harbans Lal Arora, Ph.D e professor de Física Quântica. Aplicação ao tramento de Câncer nas Mulheres, no Instituto de Prevenção do Câncer do Ceará (IPCC), no bairro Aldeota. (Foto: Mauri Melo/O POVO).
Harbans Lal Arora, Ph.D e professor de Física Quântica. Aplicação ao tramento de Câncer nas Mulheres, no Instituto de Prevenção do Câncer do Ceará (IPCC), no bairro Aldeota. (Foto: Mauri Melo/O POVO). (Foto: Mauri Melo/Mauri Melo)

Harbans Arora, professor de física da Universidade Federal do Ceará (UFC) e autor de livros sobre saúde quântica, participou, na última quarta-feira, no lançamento da exposição do Grupo Ajuda Mútua, do Instituto de Prevenção do Câncer (IPCC). Fotos de antes e depois dos tratamentos e uma sala interativa, com depoimentos de pacientes e casos de sucesso, serão disponibilizados para quem visitar o local durante o mês de outubro, dentro da campanha do Outubro Rosa. Na ocasião, Arora proferiu uma palestra sobre o valor da integração da saúde mental, física e espiritual. O POVO conversou com o estudioso sobre como estes princípios podem influenciar no tratamento de pacientes com câncer. Indiano de 81 anos, Harbans Lal Arora, além de físico e terapeuta quântico, é artista, curador e escritor. Após a aposentadoria como professor da UFC, passou a se dedicar a ajudar os tratamentos médicos a cuidar da saúde e da autoestima dos pacientes.

O POVO - O que é
a saúde quântica?

Harbans Arora - Quântica significa qualidade e quantidade integradas. Normalmente, a gente foca na quantidade e a qualidade não é tão valorizada. Dizem que qualidade sai mais caro, mas não precisa ser assim. Só depende da pessoa.
O que queremos é a participação e a parceria das pessoas. Temos que pensar em como podemos contribuir para o ambiente das pessoas, de sua família e de seus amigos, para que ela possa viver mais e melhor. Não se gasta nada para isso, praticamente. Esse é o nosso trabalho. O que mais pode ser feito junto com as pessoas que estão sofrendo? Não é só ver quem está doente, é também pensar no que fazer para além da medicina.

OP - Como os médicos podem incorporar as ideias da saúde quântica ao atendimento de pacientes com câncer?

Harbans Arora - Para a medicina, incorporar [os princípios da saúde quântica] não é tão fácil. A gente precisa mostrar o que podemos fazer para o médico ficar sensibilizado. Entretanto, como a profissão deles não inclui normalmente essas coisas, eles até ficam interessados, mas não aplicam. O paciente também tá acostumado [com o modelo tradicional]. Nós não temos nada contra a medicina, as duas formas podem contribuir de forma conjunta.

OP - Você considera o sistema da medicina que estamos acostumados limitado?

Harbans Arora - Nossos modelos seguem uma visão cartesiana. Uma coisa é igual a uma solução. Porém, às vezes a pessoa não está dormindo bem e pode ser que ela esteja com dor de cabeça, mas pode ser também que esteja frustrado com alguma situação familiar. O psicológico entra aí, e é o que precisamos valorizar mais.

Por Alexia Vieira

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