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Para Bolsonaro, equiparar salário é função do MPT

2018-08-29 01:30:00
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O candidato à Presidência pelo PSL, o deputado federal Jair Bolsonaro, fez um aceno aos parlamentos na noite desta terça-feira, 28, durante sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo.

 

Ao ser questionado sobre a viabilidade política das propostas do economista Paulo Guedes, que o assessora, Bolsonaro reagiu. "Se ele não vai implementar todas (as propostas), é porque existe o filtro que é a Câmara e o Senado. Nem tudo que ele quer ou que eu quero podemos aprovar, porque temos o filtro que é o parlamento brasileiro", afirmou.

 

Bolsonaro fez analogias ao casamento e reafirmou a crença no que chamou de "fidelidade" de Guedes a ele. O candidato também disse que o economista dificilmente pediria demissão do cargo.

 

Sobre a postura de policiais em abordagens, o candidato afirmou que "não se pode tratar essa gente como pessoas normais, tem de atirar". E acrescentou: "Se o policial matar 10, 20 ou 30 ele tem de se condecorado, não condenado".

 

Bolsonaro também foi questionado sobre as declarações de seu candidato a vice, o general Hamilton Mourão (PRTB). O oficial da reserva afirmou, em setembro do ano passado, em São Paulo, que, se os poderes não resolverem a situação do país, os militares teriam de impor uma solução. "Isso foi um alerta que ele deu. Isso tá em consonância com o que boa parte da população pensa", argumentou.

 

Quanto a desigualdade de gênero e o que ele faria, caso eleito, para minimizar a diferença salarial entre homens e mulheres, Bolsonaro disse que isso não cabe ao presidente da República. "Quem tem de agir é o Ministério Público do Trabalho (MPT)", disse.

 

Ontem, Jair Bolsonaro também esteve no centro das atenções no Supremo Tribunal Federal. Um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes suspendeu o julgamento sobre o recebimento ou não de uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República pelo crime de racismo. Moraes disse que devolverá o caso para julgamento na próxima semana.

 

O julgamento foi suspenso com placar de 2 a 2. De um lado, os ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber se posicionaram por abrir uma ação penal contra Bolsonaro e colocá-lo no banco dos réus por racismo e incitação e apologia ao crime. Luiz Fux e Marco Aurélio Mello votaram contra o recebimento da denúncia.

 

A PGR acusa o parlamentar de, em palestra realizada no Clube Hebraica do Rio, se manifestar de modo negativo e discriminatório sobre quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs.

 

Na palestra, Bolsonaro afirmou que visitou um quilombola em El Dourado Paulista, onde "o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador eles servem mais". 

 

(com agências)

 

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