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Operação contra fraudes no INSS cumpre mandados no CE

2018-07-14 01:30:00

A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Hefesto contra fraudes de R$ 13,6 milhões no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), do INSS. A ação, que ocorreu no Ceará e no Maranhão, foi coordenada pela força-tarefa Previdenciária, que integra a Secretaria de Previdência, a PF e o Ministério Público Federal.


Foram cumpridos, na manhã de ontem, 17 mandados — dois de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão — em Fortaleza e Caucaia, além de São Luís e São José do Ribamar, as duas últimas no Maranhão. A investigação identificou um esquema que inseria de forma extemporânea vínculos trabalhistas fictícios no CNIS.


Segundo a PF, as informações fraudulentas eram transmitidas no sistema do INSS e serviam de base para a concessão de benefícios de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, cujas patologias apresentadas são relativas a transtornos mentais e comportamentais.


A Justiça determinou o arresto de bens e de veículos em nome dos investigados e ordenou que o INSS suspenda e bloqueie o pagamento de 37 benefícios que ainda estão ativos.


A estimativa da PF do prejuízo de R$ 13,6 milhões é referente à concessão de 127 benefícios fraudulentos. O valor do prejuízo evitado com a consequente suspensão dos benefícios ativos é de aproximadamente R$ 28 milhões.


Em nota, a PF informou que as investigações começaram em 2013.

“O esquema contava com a participação de um advogado, este também sócio de duas empresas utilizadas nas fraudes, de uma técnica em contabilidade, de duas assistentes sociais e de outros agenciadores e intermediários”, afirmou a PF.


Os investigados foram indiciados pelos crimes de estelionato previdenciário e associação criminosa, cujas penas máximas acumuladas podem chegar a nove anos e oito meses de prisão. Um dos investigados também foi indiciado pelo crime de falsificação de documento público para fins previdenciários. O nome dos indiciados não foi divulgado. (Agência Estado)

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