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MP-SP reage à ofensa de Ciro Gomes a promotora

2018-07-19 01:30:00

O pré-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), subiu o tom na última terça-feira, 17. Ele criticou a promotora de Justiça que pediu abertura de inquérito policial contra ele para apurar injúria racial em comentário feito sobre o vereador e coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Fernando Holiday (DEM-SP). Em entrevista à Rádio Jovem Pan, em 18 de junho, o ex-ministro chamou Holiday de “capitãozinho do mato”.


Em sabatina na Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), sem saber de quem tinha sido a decisão, Ciro disparou: “Um promotor aqui de São Paulo agora resolveu me processar por injúria racial. E pronto, um filho da p... desse faz isso. Ele que cuide de gastar o restinho das atribuições dele porque, se for presidente, essa mamata vai acabar”.


Procurado pelo O POVO, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) disse que a promotora não irá se manifestar. O órgão enviou nota afirmando que o modo com o qual Ciro se dirigiu à promotora é “completamente inapropriado”. Enfatizou também que a ação do MP-SP se dá “estritamente dentro dos marcos estabelecidos pela legislação e pela Constituição”.


Ontem, na rádio Bandeirantes, o pré-candidato do PDT negou ter cometido crime de injúria racial. “Num ambiente democrático ele pode defender o que quiser e eu posso criticá-lo. Eles me chamam de coronel todo dia por quê? Porque sou nordestino.

E eu vou judicializar isso? Deixe que eu cuido da política e o MP, por favor, vá cuidar das facções criminosas aqui em São Paulo, e não dessas baboseiras da política. Quer aparecer, por favor, bote uma melancia no pescoço”. (Carlos Holanda/ com informações da Agência Estado)

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