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Morre o radialista e jornalista esportivo Gledson Serafim

| LUTO | O jornalista trabalhou no O POVO e na rádio O POVO/CBN por quase 20 anos

01:30 | 12/07/2018
SERAFIM será sempre lembrado pelo profissionalismo e pelos conhecimentos FCO FONTENELE
SERAFIM será sempre lembrado pelo profissionalismo e pelos conhecimentos FCO FONTENELE

O radialista e ex-integrante da equipe de esportes do Grupo de Comunicação O POVO, Gledson Serafim, faleceu em casa, ontem, aos 69 anos. Vítima de três AVCs, ele esteva internado por 20 dias no hospital Antônio Prudente, em Fortaleza, para tratar uma pneumonia e tinha tido alta na terça-feira, 10. Ele será enterrado hoje, às 10 horas, no cemitério Parque Sol Poente, em Caucaia.

Serafim atuou na redação do O POVO e na Rádio O POVO/CBN por quase 20 anos, sendo responsável pelo plantão esportivo, com levantamento de resultados lotéricos e de jogos de futebol pelo Brasil e pelo mundo.

O rádio sempre foi sua grande paixão. Dedicava-se, com afinco, ao acompanhamento de jogos em tempo real e os resultados o ajudavam na cobertura esportiva da rádio. Após o primeiro AVC, em 2005, ele migrou para o jornal impresso, ficando responsável pelos resultados lotéricos e de futebol. Depois do segundo AVC, em 2015, ficou acamado e teve que se ausentar das atividades no jornal. No terceiro trauma, em outubro do ano passado, Gledson ficou com dificuldades para falar.

O jornalista Rogério Gomes, que conviveu com Serafim na redação do O POVO, lamentou a morte do amigo. “Era um radialista que acompanhava — mesmo sem internet — plantões esportivos de várias rádios ao mesmo tempo. Ele tinha uma memória muito grande.

Depois que trouxemos ele para o impresso, a gente ficava junto até o fechamento da última página”, lembrou Gomes, ex-repórter e ex-editor de Esportes do O POVO.

“O Gledson Serafim sabia absolutamente tudo sobre resultados esportivos, público e renda de partidas de futebol. Era nosso guru no assunto. Era atencioso e gentil. Aprendi muito com ele, que dava muitos conselhos. Era um filósofo de frases de efeito. Um trabalhador incansável”, recorda-se o repórter de Esportes do O POVO Bruno Balacó. (Neto Ribeiro/Especial para O POVO)