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Por transposição, conta pode subir até 20%, diz CGU

2018-04-18 01:30:00


Auditoria realizada pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) avaliou que o Projeto de Integração do rio São Francisco carece de planejamento estimando o impacto financeiro e a estrutura de funcionamento necessária à gestão e operação do projeto.

Conforme o relatório, há fragilidades quanto ao impacto do custo da energia elétrica a ser usada no bombeamento de água. Os valores a serem arcados pelos quatro Estados receptores (Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte) poderão chegar a R$ 800 milhões por ano. A estimativa é que essa conta chegue em forma de aumento — entre 5% e 21% — ao consumidor na tarifa de água.

A auditoria ainda concluiu que o Ministério da Integração Nacional (MI) priorizou a execução das obras necessárias à transposição e postergou a elaboração de planejamento para garantir operação, manutenção e sustentabilidade do empreendimento. Segundo os auditores, não há detalhamento sobre a demanda de consumo e venda de vazão para consumidores autorizados e independentes.
De acordo com o relatório, outros riscos de viabilidade ocasionados pelo custo de aquisição de energia são: falta de conhecimento especializado no mercado, falta de planejamento de longo prazo, devido à imprevisão do cronograma de entregas, e ausência de estudos quanto ao uso de autoprodução (energias alternativas).
 

O MI informou que tem adotado medidas de fortalecimento do sistema de gestão do projeto para reverter as fragilidades apontadas. Afirmou ainda que foi criado grupo detrabalho interinstitucional para acrescentar conhecimento técnico, legitimidade e eficácia na elaboração de uma proposta da União para o modelo de operacionalização e manutenção da infraestrutura decorrente do projeto.

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