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Caso de malária é registrado em Juazeiro do Norte

2018-02-09 01:30:00
Uma amazonense moradora de Juazeiro do Norte (Região do Cariri), diagnosticada com malária há pelo menos quatro anos, teve identificada uma crise da doença no último dia 1º. Ontem, foi realizado trabalho preventivo pela equipe de controle de endemias da Secretaria Municipal da Saúde (Sesau).

 

O bloqueio químico por pulverização foi feito ontem no entorno do quarteirão onde ela mora. O local não foi especificado por questões de segurança. Os agentes aplicaram inseticidas específicos. A malária é causada por protozoários Plasmodium transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A pulverização é precaução, pois a região não tem condições propícias para o desenvolvimento do mosquito. Portanto, não há riscos ao restante da população, de acordo com o Ministério da Saúde.


A paciente, cuja identidade não foi divulgada, esteve na Policlínica Tasso Ribeiro Jereissati, em Juazeiro, no dia 1º. Agora, ela está sob cuidados de infectologistas da policlínica, faz uso de medicamentos e está em situação estável, conforme a Sesau. “No momento, a recomendação é que a paciente faça uso constante de repelente e permaneça em sua residência”, completou a nota.


Os sintomas da malária, que podem ocorrer de forma cíclica, são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça. Antes de apresentarem estas manifestações, muitas pessoas sentem náuseas, cansaço, falta de apetite e chegam a vomitar. Conforme o Ministério da Saúde, a cura é possível se a doença for diagnosticada e tratada rápida e adequadamente. Contudo, ela pode evoluir para uma forma grave e até provocar óbito.


A malária não é uma doença contagiosa. Ou seja, uma pessoa doente não pode transmitir a enfermidade diretamente a outra pessoa.


No Brasil, a maioria dos casos se concentra nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. (Lucas Braga)

Gabrielle Zaranza

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