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Roedores são alternativa para quem busca um animal de estimação

| PETS | Os roedores são companhias ideais para quem busca animal de estimação e não tem muito tempo e espaço disponíveis. Hamster e porquinhos da Índia são algumas opções

01:30 | 28/02/2018

AMANDA MATOS cria um porquinho da índia, o Bolacha TATIANA FORTES
AMANDA MATOS cria um porquinho da índia, o Bolacha TATIANA FORTES
Eles não são animais que requerem muito tempo de atenção ou cuidados especiais. Os roedores, na sua independência, precisam basicamente de uma alimentação adequada, um viveiro espaçoso e asseado e, no período disponível dos donos, muito amor.  

Pensando nisso, a estudante de publicidade Amanda Matos, 23, escolheu um casal de porquinhos da Índia como pets. “Eu sempre gostei de animal exótico. Já tive tartaruga e até um bode quando morava em casa”, diz. Com a ida para um apartamento e a redução do espaço da família, ela resolveu ter bichos pequenos e tranquilos. “E foi a melhor coisa que eu fiz”, conta Amanda, que cuidou da Biscoito, que morreu em outubro,  e ainda cria o Bolacha. 

Já o professor de inglês Hélio Parente, 20, conta que procurou um pet que não tivesse a vida tão curta e tivesse certa independência. Por isso, tem um chinchila desde outubro do ano passado, o Francisco Chico Mochila. “É um bicho fácil de criar. Com ele, eu dou boas risadas e ele me faz muita companhia”, diz. 

O professor do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Fortaleza (Unifor), Ramon Raposo, acredita que a procura por roedores de estimação tem aumentado em Fortaleza. Ele pensa que a demanda tem relação com os espaços das habitações — cada vez menores — e o pouco tempo disponível das pessoas para a criação. “Acredito que por conta do acréscimo do acesso à internet tem havido uma abertura para outros animais de estimação, que não sejam cachorro e gato”, define o veterinário, que é lotado no Núcleo de Biologia Experimental (Nubex) da Unifor. 

Segundo o veterinário Wesley Ribeiro, é importante ter um adulto como tutor ao presentear uma criança com qualquer animal — inclusive um roedor. “Não tem contraindicação de faixa etária, mas é preciso acompanhar de perto. É fundamental que se ensine a criança a ter cuidado com o bichinho, até para o desenvolvimento dela”, diz.

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A forma como os animais são tratados implica diretamente em quão dóceis eles serão. Algumas espécies, como o hamster, não costumam ser tão afáveis. Já o gérbil (ou esquilo da Mongólia) é um verdadeiro companheiro e considerado de fácil criação, de acordo com Ribeiro. “A fêmea do hamster pode matar uma ninhada caso seja submetida ao estresse”, diz o veterinário. Alguns dos sinais de estresse no animal são: dormir mais do que o normal, comer menos, perder pelos, roer as grades com mais força, ficar se escondendo e se recusar a sair da toca, além de demonstrar não querer ser segurado ou acariciado.

Na hora de comprar um animal, é fundamental, de acordo com Ramon Raposo, que se procure um pet shop que ofereça um atestado de saúde do bicho. 

 

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