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Robert Scheidt atinge índice para ir à sua sétima Olimpíada

Velejador brasileiro é recordista com cinco pódios em Jogos Olímpicos, sendo dois ouros

10/07/2019 02:06:22
Robert Scheidt durante a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016
Robert Scheidt durante a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016 (Foto: William West / AFP)

Maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios, Robert Scheidt voltou a fazer história. O velejador de 46 anos garantiu índice para disputar a sua sétima Olimpíada, um recorde entre atletas brasileiros, ao terminar ontem o Mundial da classe laser em 12º lugar, em Sakaiminato, no Japão.

Desta forma, ele fechou a competição seis posições abaixo da linha de corte estipulada pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela), que era a 18ª colocação. Entretanto, o paulistano ainda precisará esperar pela sua convocação para os Jogos de Tóquio-2020 porque, pelo critério adotado pelo Conselho Técnico da Vela (CTV) e ratificado pela CBVela, o bicampeão olímpico pode perder a vaga se outro atleta do Brasil for medalhista no evento-teste de Enoshima, ainda neste ano, ou subir ao pódio no Mundial da classe Laser em 2020.

"Saio do Japão com a sensação de missão cumprida e bem contente por ter dado esse passo importante, que foi cumprir o índice da CBVela e do Comitê Olímpico Brasileiro. O fato de estar elegível para a equipe do Brasil que vai competir em Tóquio, em 2020, é um motivo a mais para trabalhar, pois esse Mundial mostrou que, para atingir o objetivo de andar entre os Top-5 e chegar ao Top-3, ainda existem detalhes da minha velejada que preciso aprimorar. Esse vai ser o foco para os próximos meses", afirmou Scheidt, via assessoria.

E o experiente velejador já projetou o grande desafio que terá no próximo mês, também no Japão. "Vou competir na raia olímpica, em agosto, em Enoshima, com objetivo de ratificar a vaga e buscar evolução para estar em condições de brigar por medalha em Tóquio", reforçou.

Scheidt exibiu desempenho oscilante neste Mundial. No último dia de disputas, voltou a ter dificuldades e obteve um 21º e um 32º lugares nas regatas finais. Mesmo assim, conseguiu se manter em 12º na classificação geral, 13 à frente de Bruno Fontes, concorrente direto à vaga na equipe brasileira em Tóquio-2020, que terminou em 25° no geral.

Este Mundial foi a terceira grande competição de Scheidt em seu retorno à classe laser, na qual ele foi medalhista de ouro nos Jogos de Atlanta-1996 e Atenas-2004, além de prata em Sydney-2000. Neste ano, ele ganhou ainda o título europeu da classe star, na qual conquistou as suas outras duas medalhas olímpicas: prata em Pequim-2008 e bronze em Londres-2012. (Agência Estado)