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Jornal
Ceará x Fortaleza

Clássico-Rei é atalho para jogadores entrarem na história dos clubes

Maior duelo do futebol cearense tem o poder de eternizar jogadores, às vezes por um só gol

16/03/2019 02:21:24
DAVID é lembrado pelo
DAVID é lembrado pelo "gol espírita" no 1º turno de 2002 (Foto: Thiago Gaspar em 12/5/2002)

Entrar para a história documental de um clube é fácil. Basta vestir a camisa e sentar no banco de reservas para o nome ficar registrado na súmula. O que costuma dar trabalho, na verdade, é ficar marcado na memória da torcida.

Tem atleta que precisa ser artilheiro, fazer defesas difíceis ou ser líder em campo para isso. Outros pegam atalho e se eternizam com um gol apenas. Esse tento, porém, não pode vir em partida qualquer. Geralmente, são os clássicos que têm o poder de imortalizar. Aqui, o Clássico-Rei atesta isso.

CASSIANO é lembrado pelo gol do título do Fortaleza em 2015
CASSIANO é lembrado pelo gol do título do Fortaleza em 2015 (Foto: FABIO LIMA)

O exemplo mais recente é o de Cassiano, que jogou no Fortaleza em 2015. Em 21 jogos com a camisa do Leão, ele marcou apenas três gols. Um deles, porém, ficou imortalizado. O tento de empate no 2 a 2 com o Ceará na final do Estadual elevou a passagem do centroavante de discreta a inesquecível, a ponto de ele ser lembrado em música pela torcida.

Em 2002, o costa-riquenho David Madrigal deixou de chamar atenção apenas ser estrangeiro, passando a ser marcado pelo o gol que deu ao Ceará o título de campeão do primeiro turno do Estadual. O chamado "gol espírita" é lembrado até hoje. O atacante também foi pivô de batalha jurídica, já que o Fortaleza acusava Madrigal de ter visto de trabalho irregular. O caso só teve um ponto final, positivo para o Vovô, recentemente.

Quem tem muita estrada no clube também pode ficar marcado por um tento. Tiquinho vestiu a camisa alvinegra por três temporadas consecutivas, entre 1978 e 1980, mas seu nome é imediatamente atrelado ao gol do tetracampeonato do Ceará. No Fortaleza, Frasson tornou-se ídolo no início dos anos 2000, mas a lembrança mais forte dele é o gol de empate na finalíssima do Cearense contra o Vovô, que impediu o penta do maior rival.

Para além de decisões, existem outros lances em clássicos regulares que ficaram marcados. O gol por cobertura de Lelê, no Estadual de 2007; o gol de cabeça de Bruno Mezenga, na Série B do mesmo ano; o de Maranhão, no Nordestão 2015, que encerrou o jejum do Leão de 12 jogos sem vencer o maior rival.

Amanhã tem novo Clássico-Rei, válido pela Copa do Nordeste, às 18 horas, no Castelão. É chance de novo alguém fazer história nesse duelo.

 

Estreias

Os técnicos ainda fazem mistério, mas dois laterais podem fazer a estreia pelos clubes no Clássico-Rei: Thiago Carleto, pelo Ceará, e Felipe Araruna, pelo Fortaleza

BRENNO REBOUÇAS