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Caso Madrigal: título segue do Ceará

Cearense de 2002. Justiça

DAVID fez o gol do Ceará no jogo decisivo contra o Fortaleza em 2002
DAVID fez o gol do Ceará no jogo decisivo contra o Fortaleza em 2002

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou a entrada do Fortaleza com recurso especial para seguimento do "Caso David Madrigal", na última quarta-feira, 6. Com isso, o Ceará segue sendo oficialmente considerado campeão cearense de 2002. Esta foi a quarta tentativa do Tricolor para manter o processo em andamento.

O Campeonato Cearense de 2002 foi dividido em três turnos. O Fortaleza venceu o segundo; o Ceará venceu o primeiro e o terceiro. O regulamento da competição previa, então, que o título fosse decidido em jogo único. Em caso de empate, a taça ficaria com quem vencesse dois dos três turnos já disputados. Com isso, no dia 6 de agosto de 2002, o Vovô foi proclamado campeão estadual após empatar em 1 a 1 com o Leão.

Inconformado com o resultado, o Fortaleza ajuizou ação alegando que o Ceará escalou o costarriquenho David Madrigal de forma irregular, já que o atleta só estaria autorizado a jogar na Região Sul do Brasil. O Tricolor pleitava a nulidade dos pontos adquiridos nas partidas do quadrangular do primeiro turno em que o jogador atuou.

Caso o pedido fosse deferido, o Ceará perderia cinco pontos e o Fortaleza passaria a ser o vencedor do turno. Com isso, a vantagem de empate do jogo decisivo passaria ao Leão.

Na contestação, o Ceará defendeu inexistir culpa ou dolo. Argumentou que apresentou à Federação Cearense de Futebol (FCF) todos os documentos requeridos para emissão do alvará e que cabia à entidade checar a documentação.

Depois de sair derrotado em primeira e segunda instâncias, além de perder dois recursos, o Tricolor pode apelar para embargo declaratório no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal (STF), com chances mínimas de continuidade do processo.

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